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6 dicas sobre Trabalho de Conclusão de Curso, o temido TCC

    Se você está em processo de produção de TCC, solta ele um pouquinho e vem conversar comigo. Se você já passou por isso senta aqui pra trocar uma ideia com a gente, vai ser legal. E relaxa, esse não será um texto com referências e um super embasamento cientifico. Não quero te pilhar com normas, referências ou regras, vem de boa. Na verdade serão algumas reflexões, pensamentos que estou deixando livre, uma carta aberta por assim dizer e você, caro leitor, pode concordar ou não com o que virá.

    Já fiz mais TCCs do que gostaria, tanto próprios, quanto ajudando em construções. Produzi publicações de capítulos de livros, artigos, resumos, amo ler e escrever. E não, não tô "ostentando" para que você se sinta mal. Você pode achar que é fácil para mim, a julgar pelo conteúdo dessa página, mas olha, não é fácil. Eu sofro! >.<

    Eu achava que era só escrever sobre algo que achava interessante, que os quanto mais fizesse trabalhos, mais fácil seria e que bastava sentar e escrever. Nada disso! Tudo que queria escrever tinha que ter referência e acho cansativo, pois meu instinto criativo dizia uma coisa e as normas outra. Já passou por isso?

    Mas, lembre, o TCC não chega por acaso ou do nada na nossa porta. Ele vem atrelado a conclusão da sua graduação ou daquela pós que você queria e é por isso que sentimos uma responsabilidade tão grande nele. 

    Sim, é importante. Sim, merece nossa dedicação. Não, não preciso pirar no processo. "Ah, você esta falando isso só porque já passou", você pode pensar. É verdade, já passei e estou passando de novo, travada em mais um projeto, então quis aproveitar o tempo "livre" para dar algumas dicas que eu gostaria de ter encontrado lááá atrás, antes mesmo de começar. Bora?


1. Encontre uma referência para caminhar junto

     Um orientador que participe, um amigo que queime os neurônios com você, um colega com alinhamento de ideias e interesses. Isso ajuda muuuuito no momento do trabalho que a gente se sente perdido e querendo desistir. Essa pessoa vai segurar seus ombros, olhar nos seus olhos e dizer "meu anjo, respira, a gente vai dar um jeito". E isso muda tudo! <3

2. Planejamento é tudo!

    Leia muito, sobre tudo mesmo, leia artigos, converse com professores e outros profissionais. Isso te deixa aberto à ideias e a aguça a criatividade. Assim fica mais fácil direcionar sua atenção na escolha da sua linha de pesquisa até o tema central do seu artigo. Desse modo você consegue montar um banco de dados sem aperreio e com nitidez.

2. Respeite seu tempo e viva também

    Respire, descanse de vez em quando, ouça suas necessidades. Não adianta passar dias e dias lendo a mesma coisa, "espremendo os neurônio". Faça pausas, assista um filme, tome um café, beba água!

3. Não seja orgulhoso

    Não tá dando conta? Tá dando tudo errado? Travou? Peça ajuda! Não é demérito nenhum contar com apoio. A gente não tem que se virar sempre só, até porque, provavelmente sua vida conta com outras demandas e você tem que dar conta de tudo. As vezes pesa muito, então fale, ok?! Aposto que tem alguém que pode te ajudar a pesquisar, escrever ou distrair de tudo isso.

4. Feito é melhor que perfeito

    Não precisa trazer a mais nova descoberta da ciência, não precisa produzir um artigo pioneiro que mudará todo o rumo da academia cientifica daqui para frente. não coloque pesos alem do que ja tem. Foque em fazer um trabalho coerente, sem plagio, dentro nas normas de linguagem culta e técnicas. Sem enfeite. Tente fazer o seu melhor dentro das suas possibilidades. Isso já será incrível.

5. Faça algo que se orgulhe e goste no fim das contas 

     Quando isso passar (e vai passar) você terá um trabalho lindinho, sentirá alegria e orgulho de ter concluído, ter conseguido superar os desafios. Escolha um tema que valha a pena se dedicar tanto a saber, algo que você se sinta grato por ter se esforçado.

6. Viva! 

    Antes, durante e a após seu TCC, não viva só para ele, esteja no aqui e ano agora. Aproveite a vida enquanto faz seu trabalho. A gente tem mania de usar frases como "Só saio de casa depois do TCC", ""não posso por causa do TCC" ou ainda "esse trabalho tá acabando com meu juízo".


Não sei se te contaram, mas sim, existe vida após o TCC e ela é boa! Não se desespere no caminhar mas continue caminhando. Lembre que ele esta ligado a algo que você quis muito por algum tempo e dedicou tempo, dinheiro, abdicou de momentos. Ele é uma etapa de um processo bem mais longo que você já superou. Você consegue!

Espero que a leitura tenha de alguma forma te abraçado, inspirado ou ter feito uma boa companhia. Você vai concluir. Você vai destravar. Você vai festejar não ter desistido. Fique bem!

Juramento Fisioterapia

Quando nos formamos, além de vestir uma beca, pegar o diploma e tirar um milhão de fotos para atualizar as redes sociais, temos que fazer também um juramento. Ele representa um compromisso assumido ali, um verdadeiro casamento com a profissão, diante de várias testemunhas. Gosto de relembrar, vez ou outra, e assim reafirmo em mim o quanto amo e honro a escolha que fiz há alguns anos. Dessa vez, deixarei salvo aqui, para quem mais possa se inspirar e alegrar e também para facilitar minha busca futuramente. Segue na íntegra:  

Juro, por Deus e minha família, diante de meus mestres que me dedicarei à Fisioterapia com honra dignidade, respeitando a vida humana desde a concepção até a morte, jamais cooperando em ato que voluntariamente se atente contra ela, ou que coloque em risco a integridade física, psíquica e social do ser humano; dispondo todo meu conhecimento, talento e inteligência para a promoção, proteção e recuperação da saúde. Repassarei meus conhecimentos sempre que se fizer necessário e agirei com humildade e honestidade.
Assim, eu juro.

Reiki

Reiki é uma prática terapêutica que utiliza a imposição das mãos para canalização da energia vital, visando promover o equilíbrio energético necessário ao bem estar físico e mental. 

Entrou para o rol de práticas integrativas reconhecidas pelo ministério da saúde através da portaria ministerial GM 849/2017.

A definição que mais gosto diz “Reiki é um meio de expressar amor através da energia universal. Amor por nós mesmos e pelo próximo.”

Sou reikiana desde 2018 e a prática me surgiu, inicialmente, como uma curiosidade e intenção de prática para ofício. No entanto logo percebi que, na verdade, ela era antes de qualquer coisa, um presente para mim mesma. 

O reiki me veio num momento da vida em que eu me sentia “sugada pelo trabalho”, mentalmente cansada e quase sempre estressada. Realizar auto aplicação diária, conhecer os 5 princípios do reiki (esses descritos na foto. Repito várias vezes por dia e acaba se tornando mais fácil encarar minhas ações diárias) foi uma experiência de muito crescimento e só sinto amor por essa prática.

O reiki pode ser aplicado presencialmente ou à distância, vários profissionais têm feito envios semanais, são ótimas oportunidades para conhecer e receber essa energia!

Tem dúvidas? Quer saber mais sobre o reiki? Comenta aqui!
Acha que mais alguém gostaria de conhecer essa terapia? Envia para elx!

MTC/acupuntura



A medicina tradicional chinesa (MTC) caracteriza-se por um sistema médico integrado originado a milhares de anos na China. Utiliza linguagem que relata simbolicamente as leis da natureza e que valoriza a inter-relação harmônicas entre as partes visando a integridade.

Como fundamento, aponta a teoria do yin-yang , divisão do mundo em duas forças ou princípios fundamentais . O objetivo desse conhecimento é obter meios de equilibrar essa dualidade. 

Pin em AcupunturaTambém inclui a teoria dos cinco movimentos, que atribui a todas as coisas e fenômenos, na natureza, assim como no corpo, uma das cinco energias (madeira, fogo, terral, metal e água).

Utiliza como elementos a anamnese, palpação do pulso, observação da face e da língua e suas várias modalidades de tratamento (acupuntura, plantas medicinais, dietoterapia, práticas corporais e mentais). 

A acupuntura é uma tecnologia de intervenção de saúde que aborda de modo integral e dinâmico o processo saúde-doença no ser humano, podendo ser usada isolada ou de forma integrada com outros recursos terapêuticos. 

Originária da MTC, a acupuntura compreende um conjunto de procedimentos que permitem o estímulo preciso de locais anatômicos definidos por meio de inserção de agulhas filiformes metálicas para promoção, manutenção e recuperação da saúde, bem como para a prevenção de agravos. 

Símbolos Alternativos Da Medicina Chinesa E Do Tratamento ...A partir do século XX, a acupuntura foi assumida pela medicina contemporânea e, graças graças às pesquisas científicas, seus efeitos terapêuticos foram reconhecidos e têm sido paulatinamente explicados em trabalhos científicos publicados em respeitadas revistas científicas.

Admite-se atualmente que a estimulação de pontos de acupuntura provoque a liberação, no sistema nervoso central, de neurotransmissores e outras substâncias responsáveis pelas repostas de promoção de analgesia, restauração de funções orgânicas e modulação imunitária. 

A MTC inclui ainda práticas corporais (lian gong, chi gong, tuina, taí chi chuan); práticas mentais (meditação); orientação alimentar; e uso de plantas medicinais (fitoterapia tradicional chinesa) relacionadas à prevenção de agravos e doenças, promoção e recuperação da saúde.

No Brasil, a acupuntura foi introduzida há cerca de 40 anos.

Massoterapia ayurvédica


Massagem ayurvédica: conheça essa terapia milenar - Tudo Ela

A massagem ayurvédica faz parte da milenar e tradicional medicina Ayurvedica.  Conceitualmente a massagem ayurvédica é uma técnica de massagem profunda que alia movimentações vigorosas em toda massa muscular junto com manobras de tração e alongamento, além da estimulação de pontos e órgãos vitais, visando equilíbrio físico, mental, psíquico, energético e espiritual. 

A massagem ayurvédica é recomendada como terapia complementar a outros tratamentos e principalmente como relaxamento e manutenção de saúde, sendo benéfica como terapia auxiliar na recuperação dê problemas físicos, doenças de desordem psíquicas e espirituais. No entanto, não deve ser realizada em pessoas com câncer, hipertensão descompensada ou gestante.

Para realizar a massagem utiliza-se óleo vegetal (semente de uva, girassol, amêndoas doce, gergelim) aquecido podendo acreditar ainda óleo essencial (de acordo com indicação para o paciente).

E aí, ficou curiosa(o)? Vamos agendar sua sessão!

"Vou pedir licença pra contar a minha história..."

(Nordestinos lerão o título no ritmo da música)

Há muito tempo não escrevo aqui e, desde a última publicação, muita coisa mudou. Quando comecei a escrever neste espaço, estava na metade de minha graduação em Fisioterapia e tudo aconteceu de forma bem despretensiosa, tomando proporções de alcance que nunca imaginei.
Terminei a faculdade no primeiro semestre de 2015, fiz alguns cursos, voltei para minha cidade, abri um consultório e comecei uma pós graduação em osteopatia.
O meu universo se abriu, tendo contato com práticas manuais e manipulativas. Juntando isso e o amor por atenção básica, comecei a residência em Atenção Básica/Saúde da Família e Comunidade.
Nesta residência conheci as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), e um novo amor surgiu em minha vida. As PICS e atenção básica me proporcionam uma forma mais ampla de olhar para o sujeito no processo de saúde-doença, para a comunidade e necessidades da população.
Hoje, estou formada há quase 5 anos e atuo na fisioterapia com ênfase nas terapias manipulativas e PICS.
Agora me proponho a escrever, ainda, resumos para ajudar estudantes nas disciplinas tradicionais da fisioterapia, mas também para as formas de atuação e experiências que adquiri ao longo dessa caminhada.
Espero que voltem sempre. Eu estarei aqui, com uma forma diferente, da apresentada até então, de levar informações sobre fisioterapia, bem estar e atenção básica. 

E agora, quanto devo cobrar?

Dúvida cruel.

Quando me formei minha maior dúvida era essa: quanto cobrar por minhas consultas e atendimentos? E se for no interior, vai ser o mesmo? E se for muito acima ou abaixo do que os demais profissionais na minha região?
Como proceder, Brasil?
É, as dúvidas eram muitas, mas calma, vou contar como fiz.
Durante algumas aulas uma professora falou sobre o Referencial Nacional de Procedimentos Fisioterapêuticos e quando estive perdida com relação a isso, busquei o referencial e assim, tive o direcionamento que estava precisando. Vem, vamos ver um pouco sobre isso!


O Referencial Nacional de Procedimentos Fisioterapêuticos (RNPF) foi fixado pela resolução nº 428 de 8 de julho de 2013. Ele é adequado e atualizado (estamos na 3ª edição) pelo COFFITO de acordo com a situação atual da fisioterapia no Brasil.
O RNPF é o valor mínimo que você deve cobrar. Pronto, em resumo, é isso.
O RNPF constitui-se em um instrumento básico para a caracterização do trabalho do FISIOTERAPEUTA no Sistema de Saúde Brasileiro, classificando e hierarquizando os procedimentos fisioterapêuticos, baseados na saúde funcional e, a índices remuneratórios adequados ao exercício ético-deontológico da Fisioterapia brasileira.
Destaco aqui alguns dos artigos que considerei mais relevantes:
Art. 13 – Os valores do referencial de remuneração dos procedimentos Fisioterapêuticos estão expressos em CHF (Coeficiente de Honorários Fisioterapêuticos). Cada CHF vale no mínimo R$0,39, na data da publicação deste.
Art. 14 – Os valores serão cobrados em reais, com reajuste anual, aplicando-se o índice acumulado ao ano do IPC/FIP – Setor Saúde, e/ou outros que o substitua, respondendo as perdas inflacionárias no período.
Art. 15  Os valores poderão ser negociados dentro de uma “banda” de até 20% para menos, considerando as características regionais.
Art. 16 – Os honorários fisioterapêuticos terão acréscimo de 50% nos atendimentos de urgência e emergência realizados no período das 19h às 7h do dia seguinte e 100% em qualquer horário de domingos e feriados, conforme previsto na legislação trabalhista e nos Acordos Coletivos de Trabalho.

Vamos ver alguns exemplos?
Em uma consulta fisioterapêutica, seja hospitalar, ambulatorial ou domiciliar pode ser cobrado, NO MÍNIMO 150 CHF,  o que traduzindo para reais significa R$ 58,50 (150 x 0,39). Esse valor pode cair ainda 20% dependendo das condições regionais, de acordo com o art. 15.

Ficou fácil ou muito fácil? 

Lembre-se: 
- Esse é o mínimo! Você não precisa se prender a esses valores apenas, que ele lhe sirva de base. 
- Na hora de ajustar seus honorários é interessante que você tenha noção dos seus investimentos (Aluguel? Funcionários? Condições locais?), os serviços que você oferece e por fim, a meia de honorários dos seus colegas que atuam por perto (pode chamar de concorrentes, se quiser).
- Há CHF pra tudo lá, pode acreditar, e você precisa está atilado com relação as alterações de valores dentro de uma mesma área de atuação. Por exemplo: o valor cobrado em um atendimento de neurologia muda de acordo do o nível de complexidade de comprometimento do paciente e do local em que será realizado o atendimento. Fique esperto!

Recomendo ainda que leia atentamente a resolução nº 428, vou deixar o link aqui. Agora não tem desculpa, só ler!

Ooooi pessoas!

Primeiramente desculpo-me pelo tempo de abandono da página, as coisas estão bem corridas. Em seguida quero agradecer os comentários e carinho, sério isso motiva muito o lado de cá. E devido a essa motivação gostaria de saber que assuntos preferem ler e o que gostariam de ver aqui na página. Em breve, haverão novidades (não conto para não perder a graça, mas vão gostar, garanto!).

E ai, me diga: o que querem ver aqui?

Associação, Conselho ou Sindicato?

"Que anuidade cara! E o conselho não faz nada sobre nosso piso salarial!"
"Essa associação não serve para nada só faz jornadas!"
"Para que serve mesmo um sindicato, hein?!"


Ooooi pessoas!
Acho que todo mundo já disse alguma essas frases ou ouviu alguém falar. As dúvidas são comuns mas as respostas são bem simples. E é super válido saber as diferenças de cada uma para saber a quem recorrer quando precisa. Então vamos lá!

O conselho regional é o órgão fiscalizador. Sua função é regulamentar, orientar e fiscalizar a atividade profissional. Por que o conselho não faz mais pela profissão? Bom, porque legalmente não pode visto que seria invadir a área de atuação de outras entidades.
As Associações são sociedades de cunho científico, quer dizer, criadas com o objetivo de auxilar profissionais e estudantes no sentido de valorizar seus currículos através da promoção de atividades como cursos, palestras, jornadas, encontros, congressos, simpósios... ou seja, eventos de natureza científica. As associações deve buscara a reciclagem dos conhecimentos tendo como objetivo atualizar -los, o que é muito válido visto que cada vez mais se exige capacitação, qualidade e excelência no que se propõe a fazer, não é mesmo?
Por fim, porém não menos importante, temos o sindicato, esta entidade maravilhosa que tem como objetivo principal a luta pela melhoria das condições de trabalho, da remuneração, das relações entre empresas privadas, públicas e colaboradores, a defesa da classe entre outras atividades. As atribuições especifica dos sindicatos são: verificar jornada ideal de trabalho profissional, piso salarial, acordos anuais, fazendo prevalecer todos os direitos trabalhistas garantidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)

Diferenças e semelhanças:
- Tanto sindicato quanto associação são pessoas jurídicas de direito privado enquanto os conselhos regionais são pessoas jurídicas de direito público;

- Podem em igualdade promover eventos para seus associados, registrados ou filiados;

- Todos os institutos também são capazes de defender os interesses de seus participantes, embora possuam diferentes focos: A associação cuidará ou será a pessoa jurídica que atuará na promoção do bem estar de vida dos trabalhadores, mas apenas dos associados, quanto aos diversos objetivos civis possíveis, tais como clube de recreação, convênios com plano de saúde, etc. Os conselhos protegem os profissionais registrados por meio da fiscalização; e os sindicatos possuem maior atuação, voltada esta para questões referentes  a relação de trabalho.

Ficou fácil? Pois aqui vai um resuminho para fixar bem

Ah, lembrando que é importante que participemos como profissionais das atividades dos três. Nossa colaboração favorece (e muito) o crescimento e fortalecimento da classe. ;)
Agora ficou fácil demais diferenciar né?! Não tem mais confusão!


Referências: Crefito 9, Blog do sindicato e CRBio 8.

Diferenças entre pós graduação, Curso de formação, Especialização, MBA, Mestrado e Doutorado

Oi pessoooas!

Enfim terminei minha tão sonhada graduação em fisioterapia. Já chorei, comemorei, descansei (como é bom dormir sem hora para acordar *-*) mas agora preciso me capacitar. O chamado da vida de gente grande começou (de novo). Mas e ai, o que fazer? Eu ainda não sei bem que área seguir, então decidi fazer cursos buscando me encontrar em meio as  possibilidades.  E são tantas! Vejo tantas pós graduações, especializações, cursos de formação e percebo que não sei a diferença entre eles. Tem diferença mesmo? Qual o melhor? E agoooora?
Então vamos lá, pesquisei bastante e espero que fiquem claras para você as diferenças entre essas modalidades. A primeira coisa que precisamos saber é que pós graduação é qualquer curso que você faz depooois que termina a faculdade, ou seja, nem adianta começar no 7º ou 8º período, para ser pós tem que ser após, né?! 
Dentro do conceito de pós graduação entram os cursos de especialização (também chamada de pós graduação lato sensu), mestrado e doutorado (ambas do tipo stricto sensu). Para ficar ainda mais claro, pense assim: lato sensu busca o aperfeiçoamento e especialização em uma determinada área, direciona um conhecimento obtido durante a graduação e limita-se a ela. São cursos mais curtos, práticos e focados, com duração média de um ano e meio. E os cursos do tipo stricto sensu são mais longos e levam à um grau acadêmico dentro dos dois ciclos (mestrado e doutorado), ideais para quem quer prolongar o aprendizado, se tornar professor universitário ou pesquisador.

Já o MBA (Master Business Administration) é um curso na área de gestão empresarial que pode ser um tipo de especialização (ou seja, uma pós graduação lato sensu, pra não esquecer) ou só um curso de aperfeiçoamento, por isso fique esperto na duração do curso. Se for uma especialização tem que durar pelo menos 360 horas e atender alguns requisitos do MEC. Ah e por falar nisso, nem todo mundo pode oferecer um curso de especialização, apenas IES já credenciadas e qualificadas dentro da área que se propõe. Outra coisa, o MBA não é um mestrado nem pode ser. Você tem interesse em desempenhar funções de coordenação ou direção na sua carreira? Então, o MBA é a modalidade certa para você! ;)

E a formação de extensão ou curso livre?

Segundo o pessoal da BandTec, esse tipo de curso é voltado para a complementação do currículo de um profissional e mesmo sendo bastante importantes e valorizados no momento de seleção e contratação de profissionais pelo mercado de trabalho, eles não dão título ao profissional. A formação de extensão não submete seus alunos a um processo de certificação, não tem níveis de aprovação, etc., mas permitem que o profissional se qualifique e adquira algumas competências. São cursos mais indicados para profissionais que buscam complementar sua formação curricular e querem adquirir novas habilidades para o mercado.


Dois tipos de mestrado. OI?

Temos o Mestrado acadêmico e o profissionalizante. O acadêmico é mais teórico, aconselhado para quem pretende lecionar, e o profissionalizante, mais prático e voltado para o mercado de trabalho. A área de estudos e o tipo de Mestrado, pode durar entre um a três anos, em regime de tempo inteiro ou tempo parcial, e exigir a apresentação final de uma dissertação.
Mestrado serve não tanto para aprofundar conhecimentos em uma área, mas para dar continuidade e prolongar o estudo já iniciado na Graduação. 

Doutorado
Depois do mestrado vem o doutorado, que é um nível mais aprofundado de estudo, o Doutorado é o passo seguinte no seu conhecimento dentro do seu campo de estudos. Durante o também denominado PhD, (Doctor of Philosophy), você consolida e intensifica um aprendizado, tornando-se um pesquisador. A duração é de três a quatro anos, mas pode ser mais longa caso você opte por estudar em tempo parcial. Durante uma boa parte do curso, você terá de dedicar-se a uma pesquisa extensiva em uma matéria da sua escolha, que culmina em uma tese, com defesa oral obrigatória no final do Doutorado.


Duração
Como dito anteriormente, uma pós lato sensu deve durar cerca de 360h e as stricto sensu têm duração variada mas a maioria é de 18 à 24 meses para mestrado e de 24 a 42 meses para o doutorado.

Para fechar, encontrei esses quadros no Guia do Estudante, achei um belo resumo.



  
Legenda:


Parece muita coisa, mas não é. Espero que tenha ficado claro. Agora é só escolher o que melhor se adequa a você.
Se o assunto interessou, não deixe de visitar as referências bibliográficas, aqui embaixo.  


Referências Bibliofráficas:

Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e Inclusão do Fisioterapeuta na Atenção Básica




             O Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) é uma iniciativa do Ministério da Saúde para apoiar as práticas em saúde das equipes de Saúde da Família. Um NASF é uma equipe composta por profissionais de várias áreas que deve atuar junto aos profissionais das equipes da ESF, de acordo com as necessidades dos habitantes do território, ampliando assim as ações de atenção básica.
“O Nasf é uma estratégia inovadora que tem por objetivo apoiar, ampliar, aperfeiçoar a atenção e a gestão da saúde na Atenção Básica/Saúde da Família. Seus requisitos são, além do conhecimento técnico, a responsabilidade por determinado número de equipes de SF e o desenvolvimento de habilidades relacionadas ao paradigma da Saúde da Família.”

(Ministério da Saúde, 2009)
          Ou seja, o NASF não é porta de entrada para Estratégia de Saúde da Família, mas sim o inverso. O NASF não atende de acordo com o desejo do paciente, apenas quando este é necessário e solicitado pela equipe que apoia.
            O NASF possui três modalidades de atuação. Cada modalidade será aplicada de acordo com a base populacional do território beneficiado. O NASF-1 é composto por, no mínimo 5 profissionais de categorias diferentes e deve ser vinculado com 5 ou até 9 equipes da ESF. O NASF-2 vincula-se com 3 ou 4 equipes ESF e é composto por no mínimo 3 profissionais. Por fim, o NASF-3 é vinculado com 1 ou 2 equipes ESF e compõe-se por no mínimo 2 profissionais. É importante lembrar que esses profissionais serão direcionados as necessidades pontuais que a família ou indivíduos apresentem
            O NASF possui uma extensa gama de profissionais, a saber: pediatra, psiquiatra, educador físico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo, terapeuta ocupacional, acupunturista, geriatra, médico do trabalho, veterinário, sanitarista, farmacêutico, assistente social, arte-educador e homeopata.

          Ao longo dos anos o fisioterapeuta acumulou uma série de conhecimentos utilizando-os de formas diversas objetivando a promoção, prevenção, reabilitação e cura. Inserção do fisioterapeuta na NASF marca a expansão do nosso mercado de trabalho, além da ampliação das ações de atenção básica à população, portanto, fiquem espertos, essa é uma área em crescimento, sem contar que é um ótimo campo de trabalho.

Referências Bibliográficas:
HOUAISS, Antonio. Dicionário Houaiss: da Língua Portuguesa. 1. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.

FORMIGA, Nicéia F Barbosa.; RIBEIRO, Kátia S Q Silva. Inserção do Fisioterapeuta na Atenção Básica: uma Analogia entre Experiências Acadêmicas e a Proposta dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF). Revista Brasileira de Ciências da Saúde, Volume 16 Número 2, 2012.

ROUQUAYROL, Maria Zélia; ALMEIDA FILHO, Naomar de. Epidemiologia e saúde. 6.ed. Rio de Janeiro: Medsi, 2003.

STARFIELD, B. Atenção Primária: Equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologias. Brasília: UNESCO/Ministério da Saúde, 2002.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada e compartilhada / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. – Brasília: Ministério da Saúde, 2009.

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de Atenção Básica. Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília, 2009. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_atencao_basica_diretrizes_nasf.pdfAcessado em 19 de fevereiro de 2014.

Construindo um portfólio

A primeira vez que me solicitaram um portfólio na faculdade me senti perdida. Não sei, e me faltou entendimento, pesquisa ou clareza no que a professora pediu, mesmo assim, fiz.
Ao todo fiz três portfólios e a medida que ia fazendo me sentia mais segura para os próximos capítulos do mesmo. Mesmo assim, pude ver que cada pessoa tem uma forma de construir e que depende muito do que o solicitante quer. Os professores que pediram nos deixaram bem livres para escrever e fomos construindo no decorrer do semestre, Enfim, vamos ao que interessa né?! Vocês verão que é algo mais simples do que imaginam.



Antes de começar um portfólio, gostaria de dizer que passei um bom tempo sentada diante desta mesma tela, sem saber o que escrever. Sempre considerei os inícios um pouco complicados e nesse caso não foi diferente. A transição do pensamento para o papel nem sempre se dá de forma rápida e completa. Após algumas pesquisas consegui ter uma ideia talvez mais clara a respeito do portfólio:

Sm. 1. Pasta de cartão usada para guardar documentos em geral; 2.  Pasta contendo material de um ilustrador, etc.
 Minidicionário Soares Amora, 2009.

SM. 1. Cartão duplo desdobrável usado para guardar papeis; pasta, porta-fólio. 2. Conjunto ou coleção do que está ou pode ser guardado num portfólio. 3. Conjunto de trabalhos de um artista ou agência usado para divulgação.
Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, 2009.

Assim, adaptando a palavra Portfólio para a realidade acadêmica, é um conjunto de documentos a respeito de um tema comum, além de contar com nossa visão reflexiva. No meu caso, especificamente, escrevi sobre os conteúdos ministrados na disciplina de neurologia, posteriormente sobre atenção básica e sobre a vivência na comunidade no decorrer do semestre. Lá eu colocava o que eu compreendia das aulas, o que eu não compreendia, o que pesquisava, achava e sentia. Muitas vezes fugi um pouco e falei de questões pessoas mas que, de alguma forma, se relacionavam com o que se passava, afinal, antes de profissionais de saúde, somos pessoas. :)

Pessoalmente falando, acho um método bem eficaz de avaliação por que acaba nos obrigando a buscar mais, a fazer algo além de sentar e assistir aulas (não que as aulas não sejam boas também), faz com que nos mexamos mais. Acho que o único aspecto negativo ainda é o conhecimento limitado a respeito do conteúdo e estrutura desse tipo de texto e por exigir bastante tempo e dedicação em sua confecção. Li que a base de um portfólio é o pensamento reflexivo desenvolvido pelo aluno, 


Dicas, dicas, dicas!
- Faça de seu portfólio um diário. Converse com si através da palavras escritas e não tenha medo.
- Nada de plágio! Portfólio é algo pessoal e intransferível, não faça cópias.
- Abuse da criatividade. Se estiver dentro dos critérios avaliativos expostos por seu professor, fique à vontade para construir o seu portfólio. Ó, vale tudo: desenhos, fotos, esquemas... desde que não fuja da temática proposta, viu?!
- Tenha atenção sempre e não tenha medo de expor seus pensamentos e sentimentos. Geralmente o seu portfólio é lido apenas por seus professores e seus colegas não têm acesso (só se você quiser, claro).
-  Tome notas. Sempre anote suas ideias. Escreva sempre no mesmo dia e não deixe acumular conteúdo ou você corre o risco de deixar passar alguma coisa.
- Não tenha medo de pedir ajuda ou opinião. Converse com seus professores e colegas de turma.
- Leia. Leia muuuuuuuuito, pesquise mais ainda. Além de te ajudar no embasamento, ler vai te ajudar a melhorar sua escrita gradativamente.
- Já disse para não ter medo? Não tenha. O encontro do das palavras com o papel podem te levar a direções fantásticas (do tipo que você nem espera, vai por mim).


Então, chega de conversa... Hora de começar.



Referências Bibliográficas:

Dicionário Fundação Oswaldo Cruz. Disponível em: http://www.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/atesau.html Acessado em 18 de fevereiro de 2014.
FERREIRA, Aurélio Buarque Holanda. Minidicionário Aurélio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1977.
HOUAISS, Antonio. Dicionário Houaiss: da Língua Portuguesa. 1. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.

Volteeei!

Olá pessoas!

Perdoem-me pela ausência. Desde a minha última publicação aqui muita coisa aconteceu. Comecei estágio, terminei estágio, fiz TCC, apresentei, colei grau e (enfim) concluí meu curso. Agora sim,  fisioterapeuta! *--------*
Para esta nova etapa tenho alguns projetos e um deles é a reativação e dedicação a esse espaço. Então, vamos ao que interessa, aguardem! :***

Como não se encantar com a fisio? + Suit Terapia


Fico encantada ao ver em como a fisioterapia intervém e nas modificações que ela pode fazer na vida de uma pessoa e de todos que estão ao seu redor. É simplesmente lindo e me orgulha fazer parte disso. Cada obrigado que escuto, cada sorriso que recebo de um paciente, ou de uma mãe, é gratificante e compensa todas as horas de estudos. :D

Mas, mudando um pouco de assunto... Reparem na roupa que o garoto usa no início do vídeo. Trata-se de um novo tipo de terapia.Suit Terapia é a fisioterapia que utiliza uma vestimenta macia e dinâmica que consiste em chapéu, colete, calção, joelheiras e calçados adaptados interligados por bandas elásticas. Estas bandas têm a finalidade de melhorar o alinhamento do corpo e descarga de peso por meio de um recrutamento muscular de maior qualidade. A Suit terapia é utilizada na terapia intensiva que consiste em 4 horas de fisioterapia diária, 5 dias na semana por 4 semanas, totalizando 80 horas de fisioterapia em um único mês. O objetivo maior é aproveitar a plasticidade cerebral e conseguir enviar de forma repetida e contínua, informações corretas ao cérebro, para que este possa se organizar e enviar respostas de movimentos mais funcionais. 
Esta “roupa” tipo órtese dinâmica foi adaptada da vestimenta original desenvolvida pelo programa espacial da Russia em 1971 chamada de Penguin Suit, criada para neutralizar os efeitos nocivos da ausência de gravidade sobre o corpo associada a diminuição de movimento dos astronautas. Cientistas perceberam então, que o corpo de pacientes com disfunções motoras sofrem do mesmo prejuízo, uma vez que não possuem força muscular adequada para vencer as forças da gravidade causando maior enfraquecimento muscular e também ósseo. 

O símbolo da Fisioterapia

*Publicado originalmente no blog O GUIA DO FISIOTERAPEUTA, visite o blog clicando aqui.*

(...)
Vale um detalhe histórico: O símbolo brasileiro foi inicialmente elaborado pelo fisioterapeuta Carlos Alberto Esteu Tribuzy, em 1965, e era ligeiramente diferente da atual. (acesse este link e saiba mais) O símbolo da fisioterapia, nos padrões que conhecemos hoje, foi definido em fevereiro de 2002, e é basicamente composto por duas serpentes entrelaçadas em espiral em volta de um raio. Vale notar que esta imagem está inserida em uma moldura, mais exatamente um camafeu de fundo branco.

Agora vamos a simbologia desta imagem:

Duas serpentes verdes entrelaçadas:De forma geral, a serpente representa o poder, a ciência, a sabedoria e a transmissão do conhecimento compreendido de forma sábia. Também é um símbolo da cura porque periodicamente abandona sua pele velha e aparentemente renasce, da mesma forma que os médicos removem a doença dos corpos e rejuvenescem os homens, e além disso, a serpente é um símbolo de atenção concentrada, o que era requerido dos curadores. A serpente é um símbolo que acompanha todas as divindades médicas.
Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/contagio/contagio-5.php

O símbolo das duas serpentes, a direita e a esquerda, são de aspecto simbólico com o diurno e o noturno, o benéfico e o maléfico. Elas simbolizam o equilíbrio das tendências contrárias em torno do eixo do mundo.
A simetria bilateral, como a balança de Libra, expressa sempre a mesma idéia de equilíbrio ativo, de forças adversárias que se contrapõem para dar lugar a uma forma estática e superior. Destaca-se a ambivalência no aspecto duplo da cura e da ameaça, lembrando a grande máxima médica, de Hipócrates, “Primo non nocere”, ou seja, primeiro não lesar.
Fontes:
http://www.cafeesaude.com.br/medicina_artigo.htm
http://www.uefs.br/portal/colegiados/contabilidade/menus/simbolos-da-contabilidade

Diz a mitologia grega que Asclépio (deus da medicina e da cura) , filho de Apolo e da ninfa Coronide, fora adotado e criado pelo Centauro Quíron, que ensinou-lhe a arte da cura.
Asclépio, dotado de invulgares capacidades (e nomeadamente de sentido de observação), cedo superou o seu mestre em matéria de conhecimentos médicos.
"Certo dia uma serpente surgiu-lhe no caminho, enrolando-se na vara que ele [empunhava]. Asclépio deitou-a por terra e matou o animal. Acontece que, miraculosamente, apareceu uma segunda serpente. Esta trazia na sua boca uma certa planta, com a qual ressucitou o réptil morto. Este acontecimento, carregado de simbolismo, foi para Asclépio uma revelação. A revelação das virtudes medicinais. E assim, encontramos aqui a origem do caduceu (duas serpentes enroladas à volta de uma vara), que se tornou no emblema do corpo médico"
Fonte: http://www.ensp.unl.pt/lgraca/textos2.html


Para enriquecer um pouco mais nossos conhecimentos sobre mitologia, segue abaixo a gentil colaboração do colega fisioterapeuta Geraldo Barbosa, do Blog 14-F
Asclépio foi sumariamente eliminado por Júpiter, atendendo pedido de Hades. Para isso Júpiter utilizou RAIOS forjados pelos Ciclopes. Após sua morte Asclépio é recebido como um deus no Olimpo, passando a partir de então a ser visto nas noites do hemisfério boreal, sob a forma de uma constelação denominada Ofiúcio ou Serpentário.
Certa vez, atravessou o Mediterrâneo no formato de uma enorme serpente, ao ser invocado pelos habitantes da península itálica assolada por uma epidemia que vitimava grande número de pessoas. Lá chegando, o mal se dissipou, ficando a população agradecida pelo feito. Devido a essa forma de se revelar aos humanos são emblemáticas as representações do deus com volteios colubrinos, como uma serpente enlaçada em um bastão ou duas serpentes entrelaçadas nesse mesmo tipo de objeto.

- Segundo estudiosos da mitologia greco-romana, um erro de interpretação ocorrido na Idade Média, confundiu o símbolo de Asclépio com o Caduceu de Mercúrio, emblema da paz, da prosperidade e do comércio. O deus Mercúrio levava nas mãos um bastão com duas sepentes entrelaçadas - O CADUCEU - e com ele agilmente conduzia as almas nos infernos e fazia cessar os ventos.

- Na minha interpretação, que é pessoal e passivel de censura, a Fisioterapia no Brasil está representada oficialmente por um raio com duas serpentes verdes entrelaçadas e incrustadas num camafeu de fundo branco, proporcionando um impacto visual de grande força, movimento contido e de rara beleza. Nele as serpentes se confrontam e apesar disso permanecem estáticas diante do RAIO CICLÒPICO (Lembram da morte de Asclépio?), enigmático em sua dualidade, pois ao mesmo tempo é mortífero e potencialmente recuperador da ação do movimento humano, figurando como símbolo da eletrotermoterapia.

Fonte: Herdeiros de Esculápio - história e organização profissional da Fisioterapia - Livro que publiquei no ano passado

Raio:
Desde a antiguidade os raios são vistos como uma manifestação do poder divino. Seu efeito pode ser “benéfico” enquanto luz e força, ou “maléfico” como aniquilador e destrutivo. Mais uma vez encontramos aqui uma referência ao equilíbrio entre opostos.
Segundo o fisioterapeuta Carlos Alberto Esteu Tribuzy, idealizador do símbolo de nossa profissão:
“O raio, com seu brilho intenso, é uma forma, utilizada desde a antiguidade para transmitir e identificar, de forma consciente, os valores e práticas corretas de vida'.

CamafeuA palavra ‘camafeu’ provavelmente origina-se do latim cammaeus, que quer dizer pedra entalhada ou esculpida. Trata-se de um item da joalheria e não sei se tem algum simbolismo especial envolvido.

Atuação do Fisioterapeuta na Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

Originalmente publicado no site Assobrafir. Link da publicação aqui
I. O que é uma Unidade de Terapia Intensiva?
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) caracteriza-se como um local para o adequado tratamento dos indivíduos que possuem um distúrbio clínico importante. Neste local existe um sistema de monitorização contínua que permite o rápido tratamento para os pacientes graves ou que apresentam uma descompensação de um ou mais sistemas orgânicos. A equipe que atua e presta atendimento neste local é multiprofissional, e é constituída por: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas cardiorrespiratórios, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais.
II. Qual o papel do fisioterapeuta na UTI?
A fisioterapia aplicada na UTI tem uma visão geral do paciente, pois atua de maneira complexa no amplo gerenciamento do funcionamento do sistema respiratório e de todas as atividades correlacionadas com a otimização da função ventilatória. É fundamental que as vias aéreas estejam sem secreção e os músculos respiratórios funcionem adequadamente. A fisioterapia auxilia na manutenção das funções vitais de diversos sistemas corporais, pois atua na prevenção e/ou no tratamento das doenças cardiopulmonares, circulatórias e musculares, reduzindo assim a chance de possíveis complicações clínicas. Ela também atua na otimização (melhora) do suporte ventilatório, através da monitorização contínua dos gases que entram e saem dos pulmões e dos aparelhos que são utilizados para que os pacientes respirem melhor. O fisioterapeuta também possui o objetivo de trabalhar a força dos músculos, diminuir a retração de tendões e evitar os vícios posturais que podem provocar contraturas e úlceras de pressão.
III. Quais recursos o fisioterapeuta utiliza nas UTIs?
O fisioterapeuta utiliza técnicas, recursos e exercícios terapeuticos em diferentes fases do tratamento, sendo necessário para alcançar uma melhor efetividade a aplicação do conhecimento e das condições clínicas do paciente. Assim, um plano de tratamento condizente é organizado e aplicado de acordo com as necessidades atuais dos pacientes, como o posicionamento no leito, técnicas de facilitação da remoção de secreções pulmonares, técnicas de reexpansão pulmonar,técnicas de treinamento muscular, aplicação de métodos de ventilação não invasiva, exercícios respiratórios e músculo-esqueléticos.
IV. Qual vantagem de ter o fisioterapeuta dentro da equipe multidisciplinar?
A presença do especialista em fisioterapia cardiorrespiratória é uma das recomendações básicas de todas as UTIs. O trabalho intensivo dos fisioterapeutas diminui o risco de complicações do quadro respiratório, reduz o sofrimento dos pacientes e permite a liberação mais rápida e segura das vagas dos leitos hospitalares. A atuação profissional também diminuiu os riscos de infecção hospitalar e das vias respiratórias, proporcionando uma economia nos recursos financeiros que seriam usados na compra de antibióticos e outros medicamentos de alto custo. Diante disso, a atuação do fisioterapeuta especialista nas UTIs implica em benefícios principalmente para os pacientes, mas também para o custo com a saúde num geral.



Contribuição das Unidades Regionais ASSOBRAFIR MG e RJ
*Imagens retiradas, mas disponíveis na publicação original*

Por que andar de ônibus faz bem ao seu caráter

Gente, achei esse texto  pela net há algum tempo e resolvei compartilhar por aqui. Eu, como uma usuária assídua dos busões da vida, concordo em gênero, número e grau com cada palavra da Fernanda Paiva. O texto foi publicado no blog Fernandices em 19 de setembro de 2012. Aqui está ele na íntegra:

"Não confie completamente em uma pessoa que nunca andou de ônibus. Não importa se hoje você tem um Camaro Amarelo (e é doce doce doce), se você já andou de ônibus em uma fase de sua vida, você não é a mesma pessoa. Digo mais: ainda que você tenha condições de comprar um Porsche para o seu filho quando ele fizer 18 anos, permita que ele passe ainda que poucos meses andando de ‘busão’. É que, para mim, este meio de transporte forma nosso caráter como chinelada nenhuma consegue fazer. Explico nos pontos seguintes.
 

1) Paciência

Tudo começa no processo de espera. Você se vê encostado na parada de ônibus esperando pela boa vontade do mesmo. Você até já decorou o horário que o “seu” ônibus passa. Mas se o motorista resolver pisar forte no acelerador e passar 3 minutos antes, só resta a você esperar mais 45 minutos pelo próximo. 

2) Lidar com a humilhação

Vem ao longe o ônibus. Você reconhece no letreiro luminoso que é o SEU ônibus. Seu coração acelera. Você corre atrás dele como o Super Mario corre atrás da Princesa. Ele se aproxima e você percebe que o condutor não diminuiu a velocidade. Por algum motivo, o motorista passou direto com direito a um sorriso maroto, apontando para um suposto ônibus que vem atrás. Você fica com cara de tacho e a mão apontando para o nada. 

3) Respeito às diferenças

Quando o “ônibus de trás” finalmente chega após 23 minutos, é claro que ele estará parcial ou totalmente lotado. Você se depara com um misto de sons e batuques, pessoas do Manassés pedindo doação, menino vendendo balinha e o cobrador com o humor pior do que o de um siri na lata. Você toca, ainda que não queira, pessoas que você jamais tocaria na zona de conforto de seu carro. Você é obrigado a lidar com gente diferente, sentar ao lado delas e até puxar assunto sobre “como o tempo hoje está quente”. Enfim: você deixa de lado seu ego e deixa de tanta frescura. 

4) Altruísmo

Ainda que contra sua própria vontade, as Leis da Ética de Ônibus™ ‏dizem que você deve ceder seu lugar aos mais velhos e se oferecer para segurar os livros do estudante de ensino médio do cabelo esquisito que está em pé ao seu lado. Resumindo: você aprende NA MARRA a ser gente boa. 

5) Capacidade cognitiva e filosófica
Janela de ônibus é praticamente a janela de sua alma. Não existe um lugar melhor para refletir sobre sua vida e colocar os pensamentos em ordem. Nem seu travesseiro; nem montes no Himalaia. Você acaba encontrando soluções para seus problemas, resolvendo cálculos complexos e tendo a ideia que faltou naquele brainstorm da reunião. Ou seja, de certa forma você se torna mais inteligente.
 

6) Educação

É no ônibus que você coloca em prática as palavras mágicas que sua mãe ensinou: “obrigado” (para o motorista, na hora de descer), “por favor” (a Deus, para que seu ônibus não demore tanto – todo dia peço isso a Ele) e principalmente o “COM LICENÇA” (por motivos óbvios). Ou seja: 1 ano de estágio probatório pegando ônibus e você se torna um gentleman ou uma lady. 

7) Histórias para contar pros netos

Quem nunca passou por situações exóticas, engraçadas e inusitadas em ônibus? Quem nunca pegou o ônibus errado e foi parar em uma boca de fumo? (eu já!) Quem nunca ia descendo do ônibus e só na escadinha disse: “eita, esqueci de pagar! Perae moço!” (eu já) Quem nunca já sentou ao lado de uma senhora que foi com sua cara e resolveu te aconselhar com muita sabedoria? (eu já…)."

link da publicação

Estratégia de Saúde da Família (ESF)


          Este é o nome do antigo Programa de Saúde da Família (PSF). Esta estratégia prioriza a organização da atenção básica de acordo com os preceitos do SUS, possibilitando assim a organização do sistema municipal de saúde, além de fortalecer a atenção através do acesso.

          A ESF conta como princípios a delimitação da clientela, territorialização, diagnóstico de saúde da população e planejamento baseado da realidade local. Como funciona: Primeiro será delimitado o território de atuação, depois esta área será mapeada. Feito o mapeamento, as famílias e indivíduos serão cadastrados, assim a análise da situação da saúde ali será facilitada. Por fim, de acordo com os dados obtidos serão programadas e executadas atividades de intervenção de acordo com os critérios de risco a saúde.

          O trabalho na ESF é realizado de forma interdisciplinar e totalmente integrada onde os profissionais trabalham juntos e todos os saberes são valorizados o que contribui para a criação de vínculos de confiança. Além do atendimento interdisciplinar, está estratégia conta ainda com a intersetorialidade, o que significa que o setor da saúde estará atuando em associação com outros projetos sociais, visando a promoção da saúde de acordo com as necessidades do indivíduo ou da família. Por fim a participação na dinâmica social é essencial, pois a ESF estará fortemente interligada a comunidade.

          Sabendo que a ESF conta com a interdisciplinaridade, é bem óbvio que é organizado em equipes. A equipe básica conta com Médico, Enfermeiro, Técnicos de Enfermagem, Cirurgião-Dentista, Técnico de Higiene Bucal e Agentes Comunitários. A quantidade de profissionais em casa Unidade de Saúde será diretamente proporcional a população do território. Máximo de 4.000 habitantes por equipe de acordo com a antiga portaria e 3.000 hab./equipe de acordo com a nova portaria.

Referências Bibliográficas:
BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de Atenção Básica. Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília, 2009. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_atencao_basica_diretrizes_nasf.pdfAcessado em 19 de fevereiro de 2014.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada e compartilhada / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. – Brasília: Ministério da Saúde, 2009.

Dicionário Fundação Oswaldo Cruz. Disponível em: http://www.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/atesau.html Acessado em 18 de fevereiro de 2014.


STARFIELD, B. Atenção Primária: Equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologias. Brasília: UNESCO/Ministério da Saúde, 2002.