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Dia Nacional do Portador de Doença de Parkinson


Oi pessoas!
Sabiam que hoje, (04.04) é o dia nacional do Portador de Doença de Parkinson (DP)? 
O que podemos fazer quanto fisioterapeutas e terapeutas integrativos?

A doença de Parkinson trata-se de uma enfermidade crônica e progressiva do sistema nervoso, caracterizada por sinais de rigidez, bradicinesia, tremor e instabilidade postural. Além disso pode apresentar outros sintomas, como perturbações do movimento e da marcha, há alterações sensoriais, distúrbio da fala, voz e deglutição e mudanças cognitivas e comportamentais.
Fatores predisponentes à doença, como os fatores genéticos e ambientais, têm sido descritos, porém não há evidências convincentes de que estes sejam os responsáveis.
Os objetivos para intervenção fisioterapêutica variam de acordo com as necessidades da pessoa com doença de parkinson, verificadas na avaliação, mas podem incluir: reduzir tônus, inibir padrão patológico, manter ADM, fortalecer MMII, melhorar equilíbrio e propriocepção, melhorar marcha.
Além disso, é preciso considerar a individualidade de cada pessoa com a doença, uma vez que os significados dos diferentes sintomas motores e não motores influenciam de forma específica cada indivíduo, já que se trata de uma condição que afeta a parte motora, o psicológico, a interação com a família e sociedade.
Neste cenário as práticas integrativas e complementares em saúde podem somar positivamente ao tratamento multiprofissional, como mostram evidências científicas recentes, apontando-as como uma importante estratégia do cuidado na doença de Parkinson, contribuindo, por exemplo, com melhora da memória, do humor e da fadiga (cannabis), redução de cortisol e melhora no sono (massoterapia e tai chi chuan - MTC) e melhoria dos tremores (musicoterapia e meditação). 


Vale lembrar que existem várias outras PICS que podem ser utilizadas, citei alguns rápidos exemplos. 


Referências Bibliográficas:
  • DE SOUSA MOREIRA, Jorge Lucas et al. PRÁTICAS INTEGRATIVAS EM SAÚDE NO TRATAMENTO DA DOENÇA DE PARKINSON: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA. Revista Interfaces: Saúde, Humanas e Tecnologia, v. 8, n. 1, p. 445-460, 2020.
  • O'SULLIVAN, Susan B.; SCHIMITZ, Thomas J.. Fisioterapia: Avaliação e Tratamento. 5ª.ed. Barueri: Manole, 2010.
  • PIERUCCINI-FARIA, F. et al. Parâmetros cinemáticos da marcha com obstáculos em idosos com doença de Parkinson, com e sem efeito da levodopa: um estudo piloto. Brazilian Journal of Physical Therapy, v. 10, n. 2, p. 233-239, 2006.
  • RODRIGUES-DE-PAULA, Fátima et al. Exercício aeróbio e fortalecimento muscular melhoram o desempenho funcional na doença de Parkinson. Fisioterapia em Movimento, v. 24, n. 3, p. 379-388, 2011.







Imobilismo no leito e fisioterapia

Ooooi pessoas! 
Vamos conversar um pouco sobre imobilismo no leito? Esta é uma condição bem comum no que diz respeito a atendimentos domiciliares, principalmente. É importante que saibamos identificar os sinais e intervir positivamente na qualidade de vida da pessoa sob essas condições. 
Ah, uma observação: Este é um conteúdo que preparei de modo resumido quando estava estudando para entrar na residência. São resuminhos mesmo, bem enxutos, na época acabei nem colocando as referências já que era um material apenas para meu estudo. Caso queiram posso disponibilizar as referências também. 
Agora sim, vamos começar?!

Muitas desordens do aparelho locomotor acontecem pelo longo período de imobilidade no leito onde há um decréscimo na atividade física e, por conseguinte, nos efeitos benéficos que ela produz. Não são apenas as desordens de origem neurogênica ou miogênica que levam a este quadro. Problemas ortopédicos, queimaduras, alguns tipos de infecções, alterações psiquiátricas e quadro álgico intenso levam o indivíduo a permanecer por um período prolongado de restrições no leito.

A síndrome da imobilidade é um conjunto de alterações que ocorrem no indivíduo acamado por um período prolongado. Independente da condição inicial que motivou ao decúbito prolongado, esta síndrome evolui para problemas circulatórios, dermatológicos, respiratórios e muitas vezes psicológicos. Muito da morbidade e mortalidade associada ao paciente restrito ao leito advém dessas complicações músculo-esqueléticas e viscerais.

No sistema músculo-esquelético:
. Hipotrofia, atrofia muscular e descondicionamento
. Contraturas
. Osteoporose e osteopenia
. Deterioração articular
. Ossificação heterotrópica
. Osteomielite
. Deformidades
Para estes pacientes preconiza-se um trabalho de cinesioterapia motora, alongamento, ortostatismo precoce e massoterapia (liberação de aderências e "trigger points“).

No sistema protetor:
A úlcera de pressão é a mais comum alteração que acontece nos pacientes submetidos ao longo período de decúbito. Elas podem ser minimizadas por mudanças constantes de decúbito, uso de colchão especial, massoterapia, crioterapia e em estágios mais avançados a laser terapia.

Na função visceral:
a) Alteração no sistema respiratório
. Diminuição do trabalho com consequente perda de força da musculatura da ventilação
. Diminuição de volumes e capacidades pulmonares.
. Estase de muco em áreas mal ventiladas levando a infecções pulmonares
. Atelectasias
. Dificuldade para tossir
. Broncoaspiração

b) Alteração do sistema cardiovascular
· Alterações no volume de distribuição dos fluídos corporais
· Descondicionamento cardíaco
· Hipotensão ortostática
· Trombose venosa profunda (TVP)
· Tromboembolismo pulmonar

c) Alterações no sistema urinário
· Estase da urina
· Cálculo renal
· Infecções
· Bexiga neurogênica
· Incontinência

d) Sistema gastrointestinal
· Perda de apetite
· Incontinência fecal
· Fecaloma
· Constipação e obstrução

"- Tá, então resuma ai por que tenho que fazer mobilização."
- Ok, resumo do resumo:

Mobilização precoce diminui a incidência de tromboembolismo e de trombose venosa profunda além de permitir a melhor oxigenação e nutrição do órgãos internos. A movimentação ativa quando possível, a mobilização passiva, a massoterapia, padrões ventilatórios e uso de incentivadores inspiratórios são as principais formas de prevenir as alterações nos sistemas viscerais.


E ai, gente, ficou mais fácil agora?
Bons estudos!

Escala de Coma de Glasgow

Oi, pessoas!
Estou fazendo um curso online na plataforma AVASUS (depois volto para contar direitinho como funciona e as maravilhas desse espaço) e vi essa explicação em um dos módulos. Achei muito didática então quero compartilhar com vocês. Bora?


A Escala de Coma de Glasgow  foi criada para avaliar a gravidade de pacientes após trauma cranioencefálico.  Usualmente pode ser utilizada como uma referência da avaliação do sensório de um paciente que apresente diminuição da consciência.

ESCALA DE COMA DE GLASGOW
A escala é composta por três partes distintas:
- Abertura ocular
- Resposta verbal
- Resposta motora
Variando de 03 pontos para o paciente que não está responsivo até 15 pontos, considerado o valor normal.


Abertura Ocular

Abertura ocular é divida em 4 possíveis respostas. Se o paciente abrir os olhos espontaneamente ele recebe  4 pontos. Se o paciente abrir os olhos quando for estimulado recebe 3 pontos. Se o paciente abrir os olhos apenas após o estímulo doloroso ele recebe 2 pontos e se ele não abrir os olhos receberá 1 ponto.

Abertura Ocular: Espontânea









Abertura Ocular: Estimulação

Estimulação Ocular: Dor














Estimulação Ocular: Sem Abertura
















Resposta Verbal

Em relação a resposta verbal o paciente pode ser considerado orientado e recebe 5 pontos quando der respostas coerentes as perguntas. O paciente confuso  ganha 4 pontos quando a fala for clara e compreensível, porém exista dificuldades em relação a orientação. Recebe 3 pontos quando a fala for compreensível, porém o conteúdo inadequado. Recebe 2 pontos quando for incompreensível e 1 ponto o paciente que não responder.

Resposta Verbal: Orientado

 Resposta Verbal: Confuso

 Resposta Verbal: Inapropriado

Resposta Verbal: Incompreensível
 Resposta Verbal: Sem Resposta

Resposta Motora
Em relação a resposta motora recebe 6 pontos o paciente que obedece a comandos. 5 pontos o paciente que for capaz de localizar o estimulo doloroso. 4 pontos o paciente que após estimulo doloroso realizar movimento de retirada. 3 pontos o paciente que realizar flexão à dor. 2 pontos o paciente que realizar extensão à dor. 1 ponto o paciente que não responder.
Resposta Motora: Obedece a comando










Resposta Motora: Localiza a dor








Resposta Motora: Retirada pós estímulo doloroso








Resposta Motora: Flexão à dor







Resposta Motora: Extensão à dor








Resposta Motora: Sem resposta









E ai, gostaram? Ficou um pouco mais claro para lembrar? A princípio parece ser muita coisa mesmo, mas com o tempo a gente vai compreendendo o porquê de cada resposta ser como é e se habitua, fica fácil (sério!)
Lembrando que este conteúdo faz parte de um módulo do curso "Acolhimento ao usuário com dor no aparelho locomotor", conteúdo da UFRGS, TeleRS e MS e encontra-se na plataforma AVASUS. 

Bons estudos!

Testes Especiais: Cotovelo

Como já sabemos, o cotovelo é uma região intermediária da cadeia do membro superior e é articulação do tipo dobradiça. Além disso, tratra-se de uma articulação estável que contém três articulações em uma única cápsula, são elas: articulação Ulnoumeral e Radioumeral (que permitem os movimentos de flexão e extensão do cotovelo) e pela articulação Radioulnar proximal (que permite a pronação e supinação do antebraço).
Os testes especiais são parte importante do exame físico, uma vez que podem auxiliar no diagnóstico de patologias, confirmando ou excluindo hipóteses (lembrem-se: A clínica é soberana!). Lembrando que eles geralmente são realizados ao final da avaliação, ou seja, depois da identificação, anamnese, inspeção, palpação e goniometria. Se ainda ainda assim, com tudo isso e os testes especiais, não conseguir fechar o diagnóstico do seu paciente, ai você solicita algum exame complementar.
Bom, existem vááários testes para esta região mas, aqui preferir mostrar os mais utilizados. Bora?

Reflexo do bíceps braquial
O que determina: Integridade do reflexo inervado pela raiz nervosa C5
Como avaliar: O antebraço do indivíduo é colocado sobre o antebraço oposto do avaliador, descansando o peso ali. O cotovelo avaliado fica alguns graus em flexão (cerca de 90º). O tendão bicipital deve ser percutido (examinador coloca o polegar sobre o tendão e bate com o martelo neurológico sobre a unha).
O que se espera: Na resposta normal espera-se uma flexão do cotovelo compatível com a resposta do cotovelo oposto. Respostas exacerbadas indicam lesão de neurônio motor superior e resposta diminuída pode referir acometimento de neurônios motores inferiores.

Reflexo do Braquiorradial
O que determina: integridade da raiz nervosa C6
Como avaliar: O membro superior do indivíduo é posicionado como descrito no reflexo do bíceps ai em cima :) Utilizando o lado mais largo do martelo, o examinador golpeia (com calma hein, gente!) o lado radial do antebraço imediatamente acima do processo estiloide, sobre o tendão do braquiorradial.
O que se espera: O reflexo normal induzirá uma resposta de flexão do cotovelo. Se o movimento estiver ausente, deprimido ou exagerado é indicativo de algum acometimento da raiz nervosa C6.

Reflexo do Tríceps 
O que determina: função da raiz nervosa C7
Como avaliar: a posição é semelhante a do Reflexo do bíceps, só que neste caso, o tendão percutido será o do m. tríceps braquial, logo acima do olécrano.
O que se espera: A resposta normal é a extensão do cotovelo. Alterações podem indicar lesão de raiz nervosa C7.

Estresse em Varo
O que determina: estabilidade do ligamento colateral medial (ou ulnar, dá no mesmo)
Como avaliar: O cotovelo avaliado é posto em ligeira flexão com antebraço supinado. O examinador  aplica uma força em valgo ao cotovelo, puxando o antebraço para longe do corpo.
O que se espera: O teste será positivo se o avaliado sentir dor (é gente, o teste é irritativo!) ou se você, avaliador, perceber uma abertura ao longo da parte medial do cotovelo. Depois, deve-se avaliar o outro cotovelo e comparar os resultados obtidos.

Estresse em Valgo
O que determina: estabilidade do ligamento colateral lateral (ou radial)
Como avaliar: A posição é semelhante a do teste de estresse em varo, só que, neste caso, a força aplicada será em varo, realizando adução do antebraço em relação ao braço.
O que se espera: O teste é positivo se resultar em dor ou abertura excessiva da parte lateral do cotovelo.

Sinal de Tínel
O que determina: integridade do nervo ulnar a nível do cotovelo.
Como avaliar: percute-se o nervo ulnar,a região do seu sulco (entre o olécrano e o epicôndilo medial)
O que se espera: Se o avaliado sentir formigamento no antebraço e na mão significa que o teste é positivo para o acometimento do nervo ulnar.

Teste de Cotovelo de Tenista
O que determina: Epicondilite Lateral
Como avaliar: O antebraço em pronação e pedir para o paciente fechar e estender o punho. A seguir, forçar o punho estendido para flexão contra a resistência do avaliador.
O que se espera: Se apresentar dor no epicôndilo lateral (origem comum dos extensores) o teste é positivo e deve-se suspeitar de epicondilite lateral.

Teste de Cotovelo de Golfista
O que determina: Epicondilite Medial
Como avaliar: Paciente estende o cotovelo e supina a mão, em seguida deve flexionar o punho contra resistência imposta pelo avaliador.
O que se espera: Os tendões que flexionam o punho estão no epicôndilo medial e caso a flexão cause dor no epicôndilo em questão deve-se suspeitar de sua inflamação, ou seja, epicondilite.

*Em um outro post falaremos mais sobre estes dois testes para epicondilite ;)


E ai, fácil ou muito fácil?
Lembando que conhecer a anatomia facilita (e muito) na compreensão, execução e interpretação desses e de outros testes. Fiquem espertos!


Referencial bibliográfico
MAGEE, D. J.. Avaliação musculoesquelética. Barueri: Manole, 2005.
PALMER, M. Lynn; EPLER, Márcia E..  Fundamentos das técnicas de avaliação musculoesqueléticas. 2ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
Meu caderno :) 

Como não se encantar com a fisio? + Suit Terapia


Fico encantada ao ver em como a fisioterapia intervém e nas modificações que ela pode fazer na vida de uma pessoa e de todos que estão ao seu redor. É simplesmente lindo e me orgulha fazer parte disso. Cada obrigado que escuto, cada sorriso que recebo de um paciente, ou de uma mãe, é gratificante e compensa todas as horas de estudos. :D

Mas, mudando um pouco de assunto... Reparem na roupa que o garoto usa no início do vídeo. Trata-se de um novo tipo de terapia.Suit Terapia é a fisioterapia que utiliza uma vestimenta macia e dinâmica que consiste em chapéu, colete, calção, joelheiras e calçados adaptados interligados por bandas elásticas. Estas bandas têm a finalidade de melhorar o alinhamento do corpo e descarga de peso por meio de um recrutamento muscular de maior qualidade. A Suit terapia é utilizada na terapia intensiva que consiste em 4 horas de fisioterapia diária, 5 dias na semana por 4 semanas, totalizando 80 horas de fisioterapia em um único mês. O objetivo maior é aproveitar a plasticidade cerebral e conseguir enviar de forma repetida e contínua, informações corretas ao cérebro, para que este possa se organizar e enviar respostas de movimentos mais funcionais. 
Esta “roupa” tipo órtese dinâmica foi adaptada da vestimenta original desenvolvida pelo programa espacial da Russia em 1971 chamada de Penguin Suit, criada para neutralizar os efeitos nocivos da ausência de gravidade sobre o corpo associada a diminuição de movimento dos astronautas. Cientistas perceberam então, que o corpo de pacientes com disfunções motoras sofrem do mesmo prejuízo, uma vez que não possuem força muscular adequada para vencer as forças da gravidade causando maior enfraquecimento muscular e também ósseo. 

Fisio e a Doença de Alzheimer


Sabia que nós fisios temos um importante papel no tratamento de pessoas com a Doença de Alzheimer? Mas antes, vamos saber um pouquinho sobre essa doença.

Alzheimer é um dos tipos mais comuns de demência, na qual ocorre a atrofia do córtex cerebral de forma progressiva, lenta (relativo) e difusa. Leva ao comprometimento negativo da função cognitiva do portador. 
Resumindo: é uma doença que afeta o cérebro. Ela leva a degeneração dos neurônios (que posteriormente morrem). Ah, o quadro piora com a exposição do paciente á pequenos estresses.

O Alzheimer afeta principalmente a galera da melhor idade (a partir dos 65 anos), sendo as mulheres mais acometidas (sempre nós u.u) e a expectativa de vida é de 5 a 10 anos. A causa continua desconhecida, mas há forte relação com a base genética, Traumatismo Crânio Encefálico (TCE) e Síndrome de Down.

A doença possui 4 fases (fase inicial, fase intermediária, fase final e fase terminal). Essas fases são uma importante forma de classificar a evolução da doença Os sinais e sintomas variam de acordo com o a fase  em que a doença se encontra, vejamos alguns deles:
Na Fase Inicial: Perda de memória, confusão e desorientação; ansiedade, agitação, ilusão, desconfiança;  dificuldades com as atividades da vida diária como alimentar-se e banhar-se;   alguma dificuldade com ações mais complexas como cozinhar, fazer compras, dirigir, telefonar. 
Na Fase Intermediária os sintomas da fase inicial se agravam e também pode ocorrer  dificuldade em reconhecer familiares e amigo; perder-se em ambientes conhecidos; alucinações, inapetência, perda de peso, incontinência urinária;   movimentos e fala repetitiva; dependência progressiva e início de dificuldades motoras.

Na Fase Final:  dependência total; imobilidade crescente; incontinência urinária e fecal;  tendência em assumir a posição fetal; mutismo; restrito a poltrona ou ao leito; infecções urinárias e respiratórias freqüentes; término da comunicação. 
Na Fase Terminal: agravamento dos sintomas da fase final; restrito ao leito; posição fetal; disfagia com a necessidade de alimentação enteral; infecções de repetição.
Já deu pra sentir que tem muito trabalho p'rá gente né?! Aliás não só para nós, mas também para médicos, psicólogos*, nutricionistas, enfermeiros, assistentes sociais*... Ou seja, é um tratamento multidisciplinar!

*atenção especial para as famílias e cuidadores pois não é fácil lidar com os lapsos de memória e mudanças de humor, por exemplo. É preciso ter muuuuuita paciência e uma série de cuidados).
O diagnóstico é feito a partir do exame clínico ("A clínica é soberana"), exame do estado mental, início entre 40 e 90 anos de idade, histórico familiar, Tomografia Cerebral com atrofia cerebral, testes neuropsicológicos, além é claro da presença de piora progressiva da memória e outras funções cognitivas.

O prognóstico para pessoas com a doença de Alzheimer é pregressivo e reservado. Ainda não existe cura.

Sim, e cadê a fisio?



O tratamento fisioterapêutico da doença de Alzheimer deverá enfatizar a prevenção de contraturas utilizando-se técnicas de alongamento, já quer as alterações motoras como alterações no tônus muscular e tendência a desenvolvimento de rigidez articular.
 Exercícios de fortalecimento, coordenação motora e equilíbrio também devem ser incluídos no programa de tratamento do paciente com Alzheimer, estes exercícios podem ser executados tanto em solo quanto em piscina. Outra técnica bastante bem vinda no tratamento é a Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP) com uso de iniciação rítmica e padrões bilaterais de movimento que ajuda na melhora da coordenação e do ritmo dos movimentos.


Vamos prevenir?
A prevenção é simples: mudança nos hábitos de vida. Exercícios físicos, alimentação e exercícios mentais são ótimos. Nos exercícios físicos vale dança, natação, caminhada... Já para exercitar a mente pode ser jogos de memória, caça-palavras, ler (livros, revistas, jornais, gibis... o importante é ler), fazer caminhos diferentes, aprender coisas novas. Isso tudo ajuda a manter a memória e o cérebro ativos.
Alimentos ricos em ácidos graxos tipo ômega 3 (presente nos peixes), além de evitar comidas gordurosas que levam ao aumento do colesterol e redução do HDL





     




Referências:
O'SULLIVAN, Susan B.; SCHIMITZ, Thomas J..Fisioterapia: Avaliação e Tratamento. 5.ed. Barueri: Manole, 2010.
Sociedade Brasileira de Neurociência: http://www.sbneurociencia.com.br/diegocastro/artigo1.htm
Doença de Alzheimer: http://www.doencadealzheimer.com.br/
Doutor Cérebro: http://www.doutorcerebro.com.br/portal/o-cerebro/11-alzheimer/32-preveniralzheimer