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Testes Especiais: Cotovelo

Como já sabemos, o cotovelo é uma região intermediária da cadeia do membro superior e é articulação do tipo dobradiça. Além disso, tratra-se de uma articulação estável que contém três articulações em uma única cápsula, são elas: articulação Ulnoumeral e Radioumeral (que permitem os movimentos de flexão e extensão do cotovelo) e pela articulação Radioulnar proximal (que permite a pronação e supinação do antebraço).
Os testes especiais são parte importante do exame físico, uma vez que podem auxiliar no diagnóstico de patologias, confirmando ou excluindo hipóteses (lembrem-se: A clínica é soberana!). Lembrando que eles geralmente são realizados ao final da avaliação, ou seja, depois da identificação, anamnese, inspeção, palpação e goniometria. Se ainda ainda assim, com tudo isso e os testes especiais, não conseguir fechar o diagnóstico do seu paciente, ai você solicita algum exame complementar.
Bom, existem vááários testes para esta região mas, aqui preferir mostrar os mais utilizados. Bora?

Reflexo do bíceps braquial
O que determina: Integridade do reflexo inervado pela raiz nervosa C5
Como avaliar: O antebraço do indivíduo é colocado sobre o antebraço oposto do avaliador, descansando o peso ali. O cotovelo avaliado fica alguns graus em flexão (cerca de 90º). O tendão bicipital deve ser percutido (examinador coloca o polegar sobre o tendão e bate com o martelo neurológico sobre a unha).
O que se espera: Na resposta normal espera-se uma flexão do cotovelo compatível com a resposta do cotovelo oposto. Respostas exacerbadas indicam lesão de neurônio motor superior e resposta diminuída pode referir acometimento de neurônios motores inferiores.

Reflexo do Braquiorradial
O que determina: integridade da raiz nervosa C6
Como avaliar: O membro superior do indivíduo é posicionado como descrito no reflexo do bíceps ai em cima :) Utilizando o lado mais largo do martelo, o examinador golpeia (com calma hein, gente!) o lado radial do antebraço imediatamente acima do processo estiloide, sobre o tendão do braquiorradial.
O que se espera: O reflexo normal induzirá uma resposta de flexão do cotovelo. Se o movimento estiver ausente, deprimido ou exagerado é indicativo de algum acometimento da raiz nervosa C6.

Reflexo do Tríceps 
O que determina: função da raiz nervosa C7
Como avaliar: a posição é semelhante a do Reflexo do bíceps, só que neste caso, o tendão percutido será o do m. tríceps braquial, logo acima do olécrano.
O que se espera: A resposta normal é a extensão do cotovelo. Alterações podem indicar lesão de raiz nervosa C7.

Estresse em Varo
O que determina: estabilidade do ligamento colateral medial (ou ulnar, dá no mesmo)
Como avaliar: O cotovelo avaliado é posto em ligeira flexão com antebraço supinado. O examinador  aplica uma força em valgo ao cotovelo, puxando o antebraço para longe do corpo.
O que se espera: O teste será positivo se o avaliado sentir dor (é gente, o teste é irritativo!) ou se você, avaliador, perceber uma abertura ao longo da parte medial do cotovelo. Depois, deve-se avaliar o outro cotovelo e comparar os resultados obtidos.

Estresse em Valgo
O que determina: estabilidade do ligamento colateral lateral (ou radial)
Como avaliar: A posição é semelhante a do teste de estresse em varo, só que, neste caso, a força aplicada será em varo, realizando adução do antebraço em relação ao braço.
O que se espera: O teste é positivo se resultar em dor ou abertura excessiva da parte lateral do cotovelo.

Sinal de Tínel
O que determina: integridade do nervo ulnar a nível do cotovelo.
Como avaliar: percute-se o nervo ulnar,a região do seu sulco (entre o olécrano e o epicôndilo medial)
O que se espera: Se o avaliado sentir formigamento no antebraço e na mão significa que o teste é positivo para o acometimento do nervo ulnar.

Teste de Cotovelo de Tenista
O que determina: Epicondilite Lateral
Como avaliar: O antebraço em pronação e pedir para o paciente fechar e estender o punho. A seguir, forçar o punho estendido para flexão contra a resistência do avaliador.
O que se espera: Se apresentar dor no epicôndilo lateral (origem comum dos extensores) o teste é positivo e deve-se suspeitar de epicondilite lateral.

Teste de Cotovelo de Golfista
O que determina: Epicondilite Medial
Como avaliar: Paciente estende o cotovelo e supina a mão, em seguida deve flexionar o punho contra resistência imposta pelo avaliador.
O que se espera: Os tendões que flexionam o punho estão no epicôndilo medial e caso a flexão cause dor no epicôndilo em questão deve-se suspeitar de sua inflamação, ou seja, epicondilite.

*Em um outro post falaremos mais sobre estes dois testes para epicondilite ;)


E ai, fácil ou muito fácil?
Lembando que conhecer a anatomia facilita (e muito) na compreensão, execução e interpretação desses e de outros testes. Fiquem espertos!


Referencial bibliográfico
MAGEE, D. J.. Avaliação musculoesquelética. Barueri: Manole, 2005.
PALMER, M. Lynn; EPLER, Márcia E..  Fundamentos das técnicas de avaliação musculoesqueléticas. 2ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
Meu caderno :) 

Fortalecimento do CPL de Quadril em Lesões dos Membros Inferiores



Fortalecimento do CPL de Quadril em Lesões dos Membros Inferiores - Aula ministrada pelo prof. Dr. Thiago Fukuda no VI Congresso Internacional de Fisioterapia Manual - 2014 - João Pessoa.

Roteiro para prova prática

TRONCO


Estruturas Ósseas Palpáveis
Processo Mastoide: Atrás do lóbulo da orelha.
Processo transverso de atlas: mais medial. Entre processo mastoide e linha nucal.
*Não pressionar demais. Como é um local próximo a passagem de veias e artérias, pode causar dores locais e de cabeça, tonturas, ânsia de vômito entre outros sintomas.
C3: Abaixo do ângulo da mandíbula e osso hioide.
C4 ou C5: Cartilagem tireoide.
C7 ou T1: Palpa-se a vértebra proeminente na flexão de pescoço. Porém T1 pode ser confundida com C7 e vice-versa. Pra tirar a dúvida faz flexão e extensão de pescoço. Se durante a extensão seu dedo “entrar”, você está palpando C7. Se durante a extensão seu dedo permanecer no mesmo lugar, parabéns, você encontrou T1.
T4: Espinha da escápula.
T8: Ângulo inferior da escápula.
T12: Última costela (referência muito subjetiva).
L3 ou L4: Crista ilíaca.


Músculos eu atuam no tronco – técnicas para palpação
m. Esternocleidomastoide: Rotação para o lado oposto ou látero –flexão com resistência.
mm. Escalenos: Látero-flexão com resistência ou expiração forçada. Palpa acima da clavícula, posterior ao m. esternocleiomastoide.
mm. Eretores da Coluna: Decúbito Ventral (DV) e faz extensão do tronco. Palpa-se os três eretores juntos. Palpar na região tóraco-lombar para não confundir com ação dos m. romboides ou m. trapézio, por exemplo.
m. Quadrado Lombar: Avaliado em Decúbito Dorsal (DD) e faz elevação da pelve. Avaliador deve palpar na região póstero-lateral, entre a última costela e crista ilíaca.
m. Íliopsoas: Atua tanto no tronco (flexão de tronco) quanto no quadril (flexão de quadril). O avaliado deve estar em flexão de de quadril e joelho (90º) e realizar uma flexão maior que 90º. O avaliador deve palpar no espaço entre a cicatriz umbilical e EIAS. O paciente pode está sentado ou em DD.

m. Reto do Abdome: DD com quadril e joelho em Flexão 90º. Faz flexão e palpa-se na região central do abdome.
m. Oblíquo externo: Faz flexão de tronco e rotação para o lado oposto. Palpa-se anteriormente entre as últimas costelas e crista ilíaca.
m. Oblíquo interno: Faz flexão de tronco e rotação para o mesmo lado. Palpa-se anteriormente entre as últimas costelas e crista ilíaca.
m. Transverso do Abdome: Em DD, avaliado deve realiza expiração forçada (rápida e forte, uma tosse por exemplo). Palpar abaixo da cicatriz umbilical.
m. Diafragma: Examinador coloca três dedos abaixo das costelas, perto do esterno e polegar pressiona para cima.

Articulação Glenoumeral


Articulação de bola e soquete ( também pode ser chamada de esfenoide ou universal) e possui três graus de liberdade, no entanto, é uma articulação de pouca estabilidade óssea. A cavidade glenoide e extremamente rasa, plana e pequena para a cabeça do úmero. Para gerar mais estabilidade para está articulação há um forte aparato ligamentar e de tendões, além do lambro glenoide (rodeia o bordo da glenoide, gerando pressão negativa, gerando fulcro e aumentando a profundidade da cavidade glenoide), que proporcionam reforço articular.

Músculos que atuam na glenoumeral


1. M. Deltoide
Porção Anterior
Inserção Proximal: Articulação Acrômio Clavicular 
Inserção Distal: Tuberosidade Deltoidea 
Ação: Flexão, Adução, Adução Horizontal, Abdução e participa da rotação medial como motor secundário.

Porção Média
Inserção Proximal: Acrômio
Inserção Distal: Tuberosidade Deltoidea
Ação: Abdução


Porção Posterior

Inserção Proximal: Porção distal da espinha da escápula e acrômio
Inserção Distal: Tuberosidade Deltoidea
Ação: Extensão, Hiperextensão, Abdução, Abdução Horizontal e participa da rotação lateral como motor secundário.


2. M. Peitoral Maior
Porção Clavicular

Inserção Proximal: Face Inferior da Clavícula.
Inserção Distal: Crista do Tubérculo Maior do Úmero.
Ação: Flexão (até 90º, após entra em insuficiência ativa), Adução, Adução Horizontal, Rotação Medial.

Porção Esternocostal

Inserção Proximal: Esterno e Cartilagens esternocostais
Inserção Distal: Crista do Tubérculo Maior do Úmero
Ação: Adução, Adução Horizontal, Rotação Medial

3. M. Grande Dorsal / Latíssimo do Dorso

Inserção Proximal: Crista ilíaca e fáscia dorso lombar.
Inserção Distal: Tubérculo menor do úmero.
Ação: Rotação Medial, Adução, Extensão e Hiperextensão.

4. M. Redondo Maior

Inserção Proximal: Bordo lateral da escápula, próximo ao ângulo inferior. 
Inserção Distal: Crista do Tubérculo menor do úmero
Ação: atua junto com o latíssimo do dorso, ou seja, realiza os mesmos movimentos.

5. M. Coracobraquial

Inserção Proximal: Processo Coracoide.
Inserção Distal: Terço proximal da face interna da diáfise do úmero.
Ação: Flexão, Adução e Adução Horizontal.




Músculos do Manguito Rotador
O manguito rotador é um grupo muscular composto por quatro de pequeno braço de força mas importantes estabilizadores do Úmero na Cavidade Glenoide. Favorecerão  a depressão da cabeça do úmero, evitando o contato entre o tubérculo maior e a cavidade glenoide em casos de flexão e abdução do ombro, por exemplo. São eles:

M. Infra Espinhal

Inserção Proximal: Fossa infraespinhal. 
Inserção Distal: Tubérculo Maior do Úmero.
Ação isolada: Rotação Lateral.

M. Redondo Menor

Inserção Proximal: Bordo Lateral da Escápula.
Inserção Distal: Tubérculo Maior do Úmero.
Ação isolada: Rotação Lateral.

M. Subescapular

Inserção Proximal: Fossa subescapular
Inserção Distal: Tubérculo Menor do Úmero.
Ação isolada: Rotação Medial.

M. Supra espinhal
Inserção Proximal: Fossa supra espinhal (logo abaixo do m. trapézio).
Inserção Distal: Tubérculo Maior do Úmero.
Ação isolada: Abdução até 30º sozinho.

*Ainda entre os estabilizadores há o M. Bíceps Braquial.


Referências: 
Meu caderno :)
SALVINI, Tania de Fátima (Coord.).Movimento Articular: Aspectos Morfológicos e Funcionais. Barueri: Manole, 2005.
SMITH, Laura K.; WEISS, Elizabeth L.; LEHMKUHL, L. Don.Cinesiologia Clínica de Brunnstrom. 5.ed. Barueri: Manole, 

Abreviações dos movimentos

Só uma forma de facilitar a escrita, algo compreensível a todos, são elas:

Abdução - abd 
Adução - add
Flexão - V
Extensão - /
Rotação Interna e Externa - 

 (especificar qual rotação após o símbolo)


Ou apenas RI e RE 


Parece muito simples e óbvio mas há pessoas que ainda não se depararam com eles, então aqui está! :).

Estudando para uma prova Teórica

        Estudar para uma prova teórica de Cinesiologia e biomecânica requer o uso de muuuuitos neurônios (quem tá estudando sabe que é muita coisa!). Eis um breve roteiro de estudo levando em consideração o membro superior apenas.

# Articulações e seus movimentos:

Ombro
- Articulação Escapulotorácica: 
  • Elevação; 
  • Depressão; 
  • Rotação Superior; 
  • Rotação Inferior; 
  • Adução (ou Retração);
  • Abdução (ou Protração)
*tendo assim três graus de liberdade.


- Articulação Glenoumeral: 
  • Adução; 
  • Abdução; 
  • Adução Horizontal; 
  • Abdução Horizontal; 
  • Flexão; 
  • Extensão e Hiperextensão; 
  • Rotação Lateral (ou Externa)  
  • Rotação Medial (ou Interna). 
* Articulação com três graus de liberdade.

- Articulação Acromioclavicular: Possui três eixos e três graus de liberdade e os movimentos são refletidos nos movimentos escapulares de elevação, abdução e rotação. Utilizando as palavras de Hamill & Knutzen (2008) ela realiza um movimento de rotação, desencadeada pela tensão do ligamento coracoclavicular à medida que a escápula roda lateralmente não na abdução do braço, realiza rotação para cima e para baixo de aproximadamente 60º, realiza também os movimentos de protração  e retração de aproximadamente 30 a 50 e movimentos para cima e para baixo ou elevação e depressão de aproximadamente 30º. OU SEJA, acompanha os movimentos da escápula.

- Articulação Esternoclavicular: 
  • Elevação;
  • Depressão; 
  • Protração; 
  • Retração; 
  • Rotação Transversa (Rotação entorno do seu próprio eixo. Tal rotação ocorre depois que o ombro foi abduzido ou fletido a 90º e é essencial para rotação para cima completa da escápula e flexão ou abdução do ombro).


Cotovelo
- Articulação Ulnoumeral:  
  • Flexão do Cotovelo;
  • Extensão do Cotovelo. 

- Articulação Radioumeral: 
  • Flexão do Cotovelo;
  • Extensão do Cotovelo.

- Articulação Radioulnar proximal:  
  • Pronação do antebraço;  
  • Supinação do antebraço.

           *As três articulações possuem apenas um grau de liberdade


Punho e Mão

- Articulação Radiocarpal (ou radiocárpica) - Rádio + Escafóide + Semilunar. Permite Flexão, Extensão, Desvio Radial e Desvio Ulnar.

- Articulação Metacarpal - Entre os ossos do carpo.

- Articulação Carpometacarpiana - Ossos do carpo com as bases dos metacarpos. Permite pequenos movimentos de flexão e extensão.

- Articulação Carpometacarpiana do Polegar - Osso Trapézio e
a base do 1º metacarpo. Permite oposição, adução, abdução, extensão e flexão.

- Articulação Metacarpofalangiana - Entre os metacarpos e as falanges proximais. Permite a extensão, flexão, adução e abdução dos dedos.

- Articulação Interfalangiana - Entre as falanges. Permite a Flexão e Extensão dos dedos.


#Ações Musculares
        Compreender as ações de cada músculo e associá-la aos outros músculos, definindo suas sinergias verdadeiras e acessórias. Pra facilitar um pouco as coisas e não misturar muito, é interessante separar os músculos que atuam em cada articulação antes associar as ações musculares. Por exemplo: Sabemos que na articulação escapulotorácica atuam 5 músculos e sei também os movimentos que ela permite, pronto, isso já facilita muuuuito na hora de relacionar os músculos! :) 

Articulação Escapulotorácica:
  • Depressão - m. Trapézio Inferior e m. Peitoral Menor.
  • Elevação - m. Trapézio Superior, m. Elevador da Escápula e mm. Romboides.
  • Adução - mm. Romboides e m. Trapézio médio. 
  • Abdução - m. Serrátil Anterior.
  • Rotação Superior -  m. Trapézio Superior, m. Trapézio Inferior e m. Serrátil Anterior.
  • Rotação Inferior -  m. peitoral menor, mm. Romboides e m. Elevador da Escápula.
Articulação Glenoumeral:
  • Adução - m. Grande dorsal (ou m. latíssimo do dorso), m. Peitoral Maior e m. Redondo Maior.
  • Abdução - m. Deltoide (três porções) e m. Supraespinhal.
  • Adução Horizontal - m. Deltoide Anterior, m Peitoral Maior e m. Coracobraquial.
  • Abdução Horizontal - m. Deltoide Posterior
  • Flexão - m. Deltoide Anterior, m. Coracobraquial e m. Peitoral Maior (porção clavicular até 90º).
  • Extensão e Hiperextensão - m Tríceps Braquial (apenas extensão), m. Deltoide Posterior, m. Latíssimo do Dorso e m. Redondo Maior.
  • Rotação Lateral (ou Externa) - m. Redondo Menor, m.Infra espinhal e m. Deltoide Posterior. 
  • Rotação Medial (ou Interna). m. Subescapular, m. Latíssimo do Dorso, m. Redondo Maior, m. Deltoide Anterior e m. Peitoral Maior.
Cotovelo
  • Pronação - m. Pronador Redondo, m, Pronador Quadrado, m. Flexor Radial do Carpo, m. Palmar Longo e Extensor Radial Longo do Carpo.
  • Supinação - m. Bíceps Braquial, m. Supinador, m. Abdutor Longo do Polegar, m. Extensor Curto do Polegar e m. Extensor do Índex (os três últimos como motor secundário).
  • Flexão - m. Bíceps Braquial, m Braquial, e m, Braquiorradial (motores primários; m. pronador redondo, m Extensor Radial Longo e Curto do Carpo (motores secundários).
  • Extensão - m. Tríceps Braquial e m. Ancôneo. 
* m. Braquiorradial é um flexor de cotovelo que pode realizar tanto pronação quanto supinação.

Punho
  • Extensão - m. Extensor Ulnar, m, Extensor Radial Longo do Carpo, m. Extensor.
  • Flexão - m. Palmar Longo, m. Flexor Radial e m. Flexor Ulnar (m, flexor superficial do dedos como motor secundário).
  • Desvio Radial - m. Flexor Radial do punho,  m. Extensor Radial Longo do Carpo e m. Extensor Radial Curto do Carpo.
  • Desvio Ulnar - m. Flexor Ulnar do do Carpo e m. Extensor Ulnar. 
* Dois graus de liberdade (extensão, flexão, desvio ulnar e desvio radial).

#Além disso...
É preciso saber também:
  • Inserções proximais e distais dos músculos;
  • Inervações;
  • Bioalavancas dos músculos;
  • Compreender e aplicar as sinergias;
  • Compreender a importância funcional do manguito rotador bem como os músculos que o formam e suas ações individuais;
  • Compreender e definir ângulo de carregamento - No úmero, a tróclea encontra-se mais distal que o capítulo, o que causa um desvio lateral do antebraço em relação ao úmero, o qual é mais acentuado em mulheres devido a maior quantidade de elastina e colágeno nos tendões. (Eixo de Flexão e Extensão não é inteiramente perpendicular a diáfise do úmero). Até hoje não foi atribuída nenhuma função clara  desse ângulo.
  • Compreender o que é e como acontece o ritmo escapuloumeral - A partir de 30º de Abdução a escápula começa a rotacionar superiormente em resposta a ação muscular do m. trapézio e m. serrátil anterior, impedindo o contato do arco coracoacromial com o tubérculo maior do úmero.

Bem, basicamente é isso. OBVIAMENTE, ninguém estudará só por isso. Usem suas anotações, livros de cinesiologia e anatomia também. Baseiem-se no roteiro mas acrescente se tiver algo mais em seus conteúdos. :)

Articulação escapulotorácica

A articulação escapulotorácica é uma articulação funcional, fixada ao gradil costal graças ao músculo serrátil anterior (a escápula repousa sobre ele). É uma articulação muito móvel que permite que a escápula realize os movimentos de Adução (ou retração), abdução (o protração), depressão, elevação, rotação superior e rotação inferior.

Músculos que atuam na escápula
Para compreender a ação muscular é interessante observar a direção das fibras musculares e inserções. Isso ajudará bastante na hora de visualizar e compreender os movimentos em questão.
Outro detalhe: Não basta saber (decoreba) as ações musculares isoladas de cada músculo. Após aprender a ação de todos é legal ver as sinergias verdadeiras e acessórias que podem acontecer entre eles.
Para palpar os músculos é bem simples. Basicamente, você deve solicitar ao músculo a ação que ele faz e sentir a contração. Para tanto, você deve palpar o local adequado (ventre muscular).

1. Trapézio

É um músculo superficial, de fácil palpação e inspeção. O trapézio pode ser subdividido em três porções de acordo com suas fibras. juntas realizam a adução.


Porção superior - Fibras superiores
Inserção proximal: Base o osso occipital ao ligamento nucal.
Inserção distal: Acrômio e articulação acromioclavicular.
Esta porção muscular realiza adução, rotação superior e elevação da escápula.



Porção média - Fibras médias
Inserção proximal: processos espinhosos de C7- T3.
Inserção distal: Espinha da escápula.
Esta porção do m. trapézio realiza apenas a adução ou retração da escápula;

Porção inferior - Fibras inferiores
Inserção proximal: Processos espinhosos de T3 - T12.
Inserção distal: base da espinha da escápula.
Este músculo realiza adução, depressão e rotação superior.

Palpação
Para palpar o trapézio, o avaliado deve está em decúbito lateral. Para palpar o trapézio porção superior, deve ser solicitado uma adução e elevação da escápula em direção a orelha. Para a porção média, solicita-se apenas uma adução e palpa a região do ventre muscular. E para palpar a porção inferior, solocita-se uma depressão da escápula em direção à coluna.

2. Romboides

Temos o romboide maior e o menor. Aqui será estudado como um só, devido a sua ação muscular que é a mesma. São músculos profundos (está abaixo do trapézio) mas palpáveis indiretamente.

Inserção proximal: Segundo o Brunntrom "das duas últimas vértebras cervicais e das quatro primeiras torácicas". Nas minhas anotações, a inserção proximal é dos processos espinhosos de T1 - T5.
Inserção distal: Bordo medial da escápula.
Estes músculos realizam rotação inferior, adução e elevação da escápula.

Palpação
Para palpar os romboides deve-se solicitar ao avaliado que coloque o dorso da mão na região e afaste-a. O avaliador deverá palpar o ventre muscular, entre o bordo medial e a coluna vertebral. 

3. Elevador da Escápula

Também pode ser chamado de levantador da escápula. É um músculo profundo (abaixo do trapézio também) e de difícil palpação.

Inserção proximal: Processos transversos de C1- C4.
Inserção distal: Ângulo superior medial da escápula.
Este músculo pequeno realiza elevação e rotação inferior da escápula.

Palpação
 Coloca-se o antebraço na região lombar e encolhe o ombro. O elevador será palpado na região do pescoço, anterior ao trapézio e posterior ao esternocleidooccipitomastoide. 



4. Peitoral Menor
Trata-se de um músculo profundo porém indiretamente palpável.
Inserção proximal: Face anterior da 3ª, 4ª e 5ª costela.
Inserção distal: Processo coracoide.
O m. peitoral menor realiza a depressão, e rotação inferior da escápula. 

Palpação
Coloca-se o dorso da mão na região lombar e em seguida afasta-a. O examinador, sentirá a contração logo a baixo do processo coracoide.



5. Serrátil Anterior

Estre músculo contorna o tórax é o responsável por manter a escápula fixa ao gradil costal.

Inserção proximal: Face ântero-lateral das nove primeiras costelas
Inserção distal: Bordo medial da escápula (o serrátil passar por baixo da escápula)
O serrátil anterior realiza a rotação superior e abdução da escápula. 


Palpação
Solicita-se uma flexão de ombro. O examinador observará a contração sobre as costelas, logo abaixo do peito/peitoral do paciente.


Observações importantes:

1° A escápula encontra-se 30° a frente do plano coronal. Alguém sabe o porquê? Se você pensou que é por ela estar sobre as costelas vocês acertou! :)
2° O que é o ritmo escapuloumeral?
Até 30° de abdução do ombro a cápsula articular não se move, após isso a escápula começa a rotacionar superiormente em resposta a ação do m. trapézio e m. serrátil anterior.
3° Os músculos m. peitoral menor e m. serrátil anterior também atuam em situações de inspiração forçada elevando as costelas para que haja maior entrada de O2. São chamados de músculos acessórios da respiração.
4° Caso tenha dificuldade em sentir a contração muscular, ponha resistência na extremidade. Isso dificultará o movimento e exigirá que o músculo realize mais força, facilitando a palpação.
5° Atenção nas fibras sempre! Ter as imagens em mente e imaginá-las se aproximando ajuda demaaaaaais a compreender os movimentos que realizam.


Referências: 
Meu caderno :)
SALVINI, Tania de Fátima (Coord.).Movimento Articular: Aspectos Morfológicos e Funcionais. Barueri: Manole, 2005.
SMITH, Laura K.; WEISS, Elizabeth L.; LEHMKUHL, L. Don.Cinesiologia Clínica de Brunnstrom. 5.ed. Barueri: Manole, 

Planos e Eixos

Descrever os movimentos do corpo humano é um pouquinho complicado, já que precisamos de informações detalhadas e terminologias específicas para isso. Para facilitar nossa vida sofrida de estudantes, foi criado o sistema de planos e eixos imaginários que auxiliam na descrição dos movimentos em três dimensões.
* Vamos Utilizar a Posição anatômica como referência.

Planos
São considerados três planos de referência imaginários, dois verticais e um horizontal, perpendiculares entre si. São eles:

Plano Sagital
O plano sagital mediano, ou simplesmente sagital, divide o corpo em metades direita e esquerda. Os planos paralelos a ele são chamados de sagitais.

Plano Frontal
Também chamado de Plano Coronal, o plano frontal divide o corpo em partes anterior e posterior.

Plano horizontal
Ou Plano Transverso, divide o corpo em parte superior e inferior.

Fácil, né? Agora vamos associar os planos com os eixos. Eles são perpendiculares aos planos e é em torno deles que os movimentos ocorrem ("imaginem os eixos como pinos", comparação clássica dos professores :p). Então vamos aos eixos!




Eixo Látero-lateral ou transversal é perpendicular ao plano sagital. Eles eixo permite os movimentos de flexão, extensão e hiperextensão.







Já o eixo Ântero-posterior ou sagital é perpendicular ao eixo Frontal (ou Coronal), entorno desse eixo ocorrem os movimentos de adução e abdução.







O eixo Longitudinal ou súpero-inferior é perpendicular ao plano horizontal e permite os movimentos de rotação lateral (ou externa) e rotação medial (ou interna).







OBS. 1 - O sistema de planos e eixos pode ser colocado no centro dos vários segmentos e articulações. Desse modo, a descrição do movimento será analisada tendo em vista o local onde se encontra o sistema.
OBS 2 - A maioria dos movimentos do corpo ocorre nesses eixos que descrevemos. Há exceções, como os movimentos do polegar e do cíngulo do membro superior, mas isso fica pra outro dia. :)

Referências:
SALVINI, Tania de Fátima (Coord.).Movimento Articular: Aspectos Morfológicos e Funcionais. Barueri: Manole, 2005.
SMITH, Laura K.; WEISS, Elizabeth L.; LEHMKUHL, L. Don.Cinesiologia Clínica de Brunnstrom. 5.ed. Barueri: Manole.
  

Avaliação fisioterapêutica do Ombro

Uma geral. Ai fala sobre as articulações, movimentos, goniometria, testes especiais e considerações. Muito bom pra quem já estudou cinesiologia e Semiologia e tá a fim de revisar um pouco (tipo eu).



O complexo do Ombro

Uma imagem auto-explicativa faz a diferença!
A região do ombro é composta de 20 músculos, 3 articulações verdadeiras (articulações ósseas com líquido sinovial, cápsula articular, ligamentos...) e 3 falsas (sem contato ósseo, cápsula...). Estas articulações permitem a maior mobilidade encontrada no corpo (cerca de 180º para flexão, abdução e rotação e 60º para hiperextensão. Esse complexo proporciona amplos movimentos para as mãos e estabiliza-as. Movimentos simples como levar um copo à boca aos mais intensos como andar de moletas ou plantar bananeira.
O complexo do ombro é um sistema funcional composto por várias articulações, que atuam em perfeita sincronia. Essa característica de integralidade das articulações permite uma grande amplitude de movimentos e ao meso tempo predispondo o membro a inúmeras lesões. Qualquer alteração no funcionamento dessas estruturas (hipo ou hipermobilidade) resulta em prejuízo funcional.
Nosso ombro permite os movimentos de Adução, Abdução, Adução horizontal, Abdução horizontal, Flexão, Extensão e Hiperextensão, Rotação medial e Rotação Lateral. O ombro realiza ainda a Circundação que é a combinação de seus movimentos.

As articulações: 
Artc. Verdadeiras/Ósseas 
        - Esternoclavicular (única articulação verdadeira que liga o membro superior ao esqueleto axial);
        - Acromioclavicular;
        - Glenoumeral. 
Artc. Falsas/Funcionais 
        - Escapulotorácica;
        - Supra Umeral (ou Subacromial);
        - Sulco Bicipital.
Todas as articulações trabalham e sincronia e não de forma isolada.

*Nos próximos posts vamos falar nas articulações verdadeiras e apenas da Escapulotorácica dentre as articulações funcionais.

Músculos:

Os músculos são dividido de acordo com a articulação em que atuam, já já eles aparecem aqui.

Ossos:

Algumas parte ósseas estão envolvidas nos movimentos da extremidade superior em relação ao troco. São elas: Clavícula;
       Costelas;
       Esterno;
       Escápula; 
       Úmero.

Nestes ossos há várias observações e áreas palpáveis, portanto serão cenas para os próximos capítulos!


Referências: 
SALVINI, Tania de Fátima (Coord.).Movimento Articular: Aspectos Morfológicos e Funcionais. Barueri: Manole, 2005.
SMITH, Laura K.; WEISS, Elizabeth L.; LEHMKUHL, L. Don.Cinesiologia Clínica de Brunnstrom. 5.ed. Barueri: Manole, [1997].

Insuficiência Ativa e Passiva



O fenômeno conhecido como insuficiência é mais evidente em músculos bi- ou poliarticulares, mas também podem ser encontrados em músculos monoarticulares (nesse caso, o que acontece é o impedimento que os músculos Envolvidos em determinada ação muscular alcancem maiores amplitudes de movimento devido a uma ação agonista ou antagonista).

- Insuficiência ativa: Ocorre quando, devido à contração ativa, as fixações do agonista se aproximam tanto que ele perda e a tensão.

Imagine um elástico em que depois de estica-lo você volta ao ponto normal e depois aproxima ainda mais as pontas. Pois é, ele fica “bambo”, frouxo. Com o músculo também é assim.

- Insuficiência passiva: Esta acontece quando o antagonista se alonga de tal forma que limita a ação do agonista.


Exemplos:

1º O músculo bíceps braquial atua tanto na flexão de ombro quanto na de cotovelo. Sendo assim, se realizarmos uma flexão de cotovelo e de ombro ao mesmo tempo (no mesmo membro, por favor!) o m. bíceps braquial ficará insuficiente de forma ativa devido a aproximação de suas inserções.

2º Se for executada uma flexão de quadril com uma extensão de joelho os mm. Ísquiotibiais se alongarão de tal forma que limitarão a flexão de quadril realizada pelo m. quadríceps. Esta é uma insuficiência do tipo passiva, visto que o antagonista (mm. Ísquiotibiais) limitou a ação do agonista (m. quadríceps).

Fácil? Bons estudos! :)

Referência: 
KISNER, Carolyn; COLBY, Lynn Allen.Exercícios Terapêuticos: Fundamentos e Técnicas. 5.ed. São Paulo: Manole, 2009. 
SMITH, Laura K.; WEISS, Elizabeth L.; LEHMKUHL, L. Don.Cinesiologia Clínica de Brunnstrom. 5.ed. Barueri: Manole, [1997].
Portal Esporte e Ciência - esporteeciencia.blogspot.com.br

Sinergias


Segundo o Brunnstrom, um músculo pode ser definido como sinergista (do grego syn, junto; ergon, trabalho) sempre que ele se contrai ao mesmo tempo que o agonista.



Há dois tipos de sinergia, são elas: 
- Sinergia Verdadeira - Ocorre entre músculos agonistas e antagonistas. Ambos vão contrair ao mesmo tempo, ou seja, enquanto um tenta executar o movimento o outro (antagonista) limita a contração.

Exemplos: 
m. tríceps braquial atua em sinergia verdadeira com o m. bíceps braquial;
mm. ísquiotibiais e m. quadríceps são sinergista verdadeiros.

- Sinergia Acessória - Ocorre entre agonistas. Os músculos se “ajudam” a fim de realizar um mesmo movimento.

Exemplos: 
As três porções do m. deltoide trabalham juntas para realizar a abdução de ombro;
m. tríceps braquial e o m. ancôneo trabalham juntos, em sinergia verdadeira, para realizar a extensão de cotovelo;
mm. gastrocnêmios e o m. sóleo trabalham juntos para executar a flexão plantar.


Referência: SMITH, Laura K.; WEISS, Elizabeth L.; LEHMKUHL, L. Don.Cinesiologia Clínica de Brunnstrom. 5.ed. Barueri: Manole, [1997]. 

Músculos Agonistas e Antagonistas


Antes de seguir com os estudos voltados para as articulações, ações musculares e tudo mais, devemos ter em mente a definição de alguns termos vistos não só na cinesiologia, mas em todas as demais disciplinas que virão por ai. Começaremos  então com os tipos musculares.


Vamos às definições dadas pelo Brunnstrom:



Agonista 
Um músculo (ou grupo muscular) que esta se contraindo e que é considerado o principal músculo produzindo um movimento articular ou mantendo uma postura é designado um agonista (do grego agon, competição) ou motor principal. O agonista sempre se contrai ativamente para produzir uma contração concêntrica, isométrica ou excêntrica.

Antagonista
O antagonista (do grego anti, contra) é um músculo (ou grupo muscular) que possui a ação anatômica oposta à do agonista. Usualmente o antagonista  é um músculo que não está se contraindo e que nem auxilia nem resiste ao movimento mas que passivamente se alonga ou encurta para permitir que o movimento ocorra.


Resumindo: 

- Músculo Agonista: Aquele que realiza o movimento.

- Músculo Antagonista: Contrário ao movimento.

 Esta classificação muscular vai depender do movimento em questão, quer dizer, se você realiza uma flexão de ombro (articulação glenoumeral), os músculos agonistas serão os flexores de ombro (m. deltoide [porção anterior], m. peitoral maior [porção clavicular], m. coracobraquial) e os antagonistas serão os extensores de ombro (m. deltoide [porção posterior], m. tríceps braquial, m. grande dorsal, m. redondo maior).
Porém se você for realizar uma extensão do ombro os agonistas serão os extensores de ombro e os antagonistas serão os flexores. 

Simples, né?





Referência: SMITH, Laura K.; WEISS, Elizabeth L.; LEHMKUHL, L. Don.Cinesiologia Clínica de Brunnstrom. 5.ed. Barueri: Manole, [1997]. 

Introdução a Cinesiologia


Cinesiologia é o estudo do movimento propriamente tido e desenvolveu-se a partir da observação e curiosidade do tipo: “Como caminhamos?”, “Quais os limites da força?”, “Como um pássaro voa?”. E assim evoluiu a ciência do movimento que conhecemos hoje. Esta está combinada com conhecimentos de anatomia, psicologia, antropologia e mecânica.
A mecânica aplicada ao corpo humano vivo é chamada de Biomecânica, que pode ser dividida em estática e dinâmica.


A biomecânica estática ocupa-se com os corpos em repouso ou movimento uniforme. Já a biomecânica dinâmica trata dos corpos que estão em aceleração ou desaceleração.

Outros conceitos básicos:
Cinemática é ciência do movimento dos corpos no espaço. A cinemática divide-se em:
            - Osteocinemática: Movimentos dos ossos.
            - Artrocinemática: Movimentos que ocorrem dentro das articulações.

A literatura indicativa desta disciplina incluem os livros:
            - Cinesiologia Clínica de Brunnstrom (um clássico! Muuuuuito bom)



    - Fisiologia articular – A. I. Kapandji (Ótimo, principalmente quanto a biomecânica. Dividido em três exemplares eu abordam tronco e coluna vertebral, membro superior e membro inferior).



           


 - Cinesiologia prática para fisioterapeutas – Jeff G. Kanin (livro bem objetivo e didático)







Porque estudamos cinesiologia?

Porque precisamos compreender as forças que atuam no corpo e como manipulá-las em um tratamento a fim de favorecer a recuperação do nosso paciente e preveni-lo de futuras lesões.
A cinesiologia é uma das matérias chaves do curso de fisioterapia. Nela você aprenderá principalmente a localização de ossos e acidentes ósseos, localização e ação de todos os grupos musculares do nosso corpo, bem como os movimentos que podem atuar e já começa a ter noção do que deve ser feito e determinados casos clínicos.


Aprendemos palpação, compreendemos a ação biomecânica por trás de cada movimento, da marcha, as bioalavancas e sobre as cadeias cinéticas também.
É galera... De fato é bastante coisa, mas ninguém disse que a fisioterapia era um mar de rosas, disse? Mas calma, apesar de ser uma disciplina muito puxada (é, você estudará até quando não quiser) é muito boa! Você começa a desenvolver o olhar clínico, crítico e reflexivo (extremamente importante para o fisioterapeuta). Você começa a olhar as pessoas na rua, seus parentes e amigos de forma diferente: analisando postura, observando a fraqueza de certos músculos por exemplo. (Não tô exagerando, é tudo verdade!) Portanto se preparem!



















Bons estudos!



Referência: SMITH, Laura K.; WEISS, Elizabeth L.; LEHMKUHL, L. Don.Cinesiologia Clínica de Brunnstrom. 5.ed. Barueri: Manole, [1997].