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Resumo do Sistema Vascular

Olá pessoal, sou amiga e colega de profissão da Yara. Estarei compartilhando com vocês um pouco do universo da fisioterapia Angiovascular. Tenho ciência que, alguns colegas de profissão repudiar (devido a casos de ferida aberta), outros até respeitam (devido a relatos de melhora) e poucos se apaixonam por essa área (confesso que estou no último grupo).  Entre esses apaixonados poucos destinam para o campo da pesquisa na busca pela construção de fundamentação didática, pesquisas de avaliação, intervenção e tratamento de forma preventiva ou de reabilitação. No entanto, são poucos os projetos e pesquisas conclusiva, contribuindo para a ‘ignorância’ por parte de outros profissionais envolvidos nos tratamentos, que já difundiu e engessou um plano de tratamento conservador de longa duração e resultados conclusivos ou relativos. Enfim, restando ao leigo portador a árdua jornada de reabilitação farmacológica e comportamental. Porque, poucos são os que conhece o trabalho da fisioterapia vascular.

Para iniciar, estarei revisando o arcabouço vascular para que fique de melhor compreensão todo o processo de desenvolvimento. Desde de já agradeço a Yara pela oportunidade!


Anatomia do sistema circulatório
O coração e os vasos sanguíneos formam a rede de transporte de nutrientes, oxigênio e substancias através do sangue, por meio das artérias, veias e capilares. Esse sistema de ramificação, que a partir do bombeamento cardíaco faz com que o sangue (alta pressão) seja distribuído para todo o corpo pelas artérias de parede espessa, seguido para os vasos de distribuição final as arteríolas ao qual, entrega o sangue oxigenado pelos capilares formando o leito capilar, onde ocorre as trocas de oxigênio, nutrientes, substancias residuais e outras substancias com o líquido extracelular. O sangue proveniente do leite capilar penetra nas vênulas de parede fina (assemelham aos grandes capilares) que drenam as pequenas veias que se abrem as grandes veias as maiores veias retornam o sangue pouco oxigenado para o coração.

Características Artérias:
Conduz sangue do coração para o corpo;
O sangue flui por meio de artérias de diâmetros menos com diferença na espessura; 
O tamanho é continuum (diferença gradual da morfologia).

Tipos de Artérias:

·        Artérias Elástica ou artérias de condução: Devido a essa propriedade elástica, garanti a capacidade de manter a pressão sanguínea ao sistema arterial.
·        Artérias Musculares ou artérias de distribuição: Essas regulam o fluxo de sangue para as diferentes partes do corpo.
·        Arteríolas: Regulam a PA devido ao grau de tônus do músculo liso nas paredes arteriolares.

Sistema venoso

  Trazem o sangue do leito capilar dos leitos capilares para o coração;
Exceção: as veias pulmonares são atípicas por serem bem oxigenadas, porque conduz sangue oxigenados do pulmão ao coração.
  •   O sistema venoso possui parede de fina espessura;
  •  Apresentam diferentes tamanhos (pequena, média e grande);
  •  Veias menores (vênulas);
  • Veias médias possuem válvulas laminares que permitem que o sangue fluir em direção ao coração, impedindo que ocorra refluxo.
 Fisiologia do sistema venoso:
O sistema venoso é composto pelas veias superficiais, perfurantes e profundas. O sistema venoso profundo (SVP) localiza-se entre a musculatura dos membros inferiores e o sistema venoso superficial (SVS) permitido através das veias perfurantes que as comunicam. O sistema venoso direciona o sangue ao coração através da ação da bomba muscular que impulsiona o sistema venosa periférica (SVP) no sentido cefálico. Com a queda da pressão no SVP, as válvulas fecham prevenindo o fluxo retrógado e aumento da pressão no SVS. Com o relaxamento da musculatura ocorre um esvaziamento do SVP e consequentemente uma diminuição abrupta da pressão, promovendo abertura de válvulas que direcionam o fluxo do SVS e SVP.
  
 Sistema linfático
Rede de vasos linfático que transportam líquido tecidual excedente, a linfa. Pertence tanto ao sistema circulatório quanto ao cardiovascular, possui órgão linfático, o baço.
  • ·   Constitui esse sistema:

Plexos linfáticos: rede de vasos linfáticos muitos pequenos (capilares linfáticos). Originam nos espaços intracelulares na maioria dos tecidos;
Linfático: rede corporal de vasos linfáticos, originam nos plexos linfáticos.
Linfonodos: através do qual a linfa passa no seu caminho para o sistema venoso.
  Agregados de tecido de linfoides na parede do canal alimentam o baço e timo.
 Linfócitos circulantes formado no tecido linfoide (linfonodos e baço, e no tecido mielóide na medula óssea vermelha).
  • Vasos linfáticos superficiais: Estão na pele e tecido subcutâneo;
  • Vasos linfáticos profundos: Encontra-se entre o músculo e o tecido subcutâneo.

Função:
  • ·    Drenagem do liquido tecidual;
  • ·    Transporta a linfa para o sistema venoso;
  • ·    Absorção e transporte de gordura;
  • ·    Formação de um mecanismo de defesa.
  

 Referência Bibliográfica:

Keitb L. Moore, et al. Anatomia orientada para a clínica, 4ºed, editora Guanabara.
Aldumate, et al. Úlcera venosa em membros inferiores. Revista Med. (SP), 2010 jul-dez; 89 (3/4): 158-63.
IRWIN, Scot, TECKLIN, Jan Stephen. Fisioterapia cardiopulmonar. 3 ed. São Paulo. Manole, 2003; 620p.
Maffei, Francisco H. de A. – Lastória, Sidnei – Yoshida, Winston B, - Rollo, Hamilton A, et al. Doenças Vasculares periféricas, 2008. Editora Guanabara, 4 ed.
Ferreira, Maria do Socorro. Fisioterapia nas doenças vasculares periféricas, 2003.Editora persona.

Aterosclerose

A aterosclerose é a formação de placas de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias do coração e suas ramificações de forma difusa ou localizada. Ela se caracteriza pelo estreitamento e enrijecimento das artérias devido ao acúmulo de gordura em suas paredes, conhecido como ateroma.

O consumo excessivo de alimentos industrializados, bebidas alcoólicas e cigarro, a falta de atividades físicas e o excesso de peso modificam o LDL (lipoproteína de baixa densidade, o "mau colesterol"), agredindo os vasos sanguíneos e gradativamente levando ao entupimento das artérias. Com o passar dos anos, o diâmetro do vaso diminui, podendo chegar à obstrução completa, restringindo o fluxo sanguíneo na região.
Com isso, o coração recebe uma quantidade menor de oxigênio e nutrientes, tendo suas funções comprometidas. Essa complicação é a causa de diversas doenças cardiovasculares, como infarto, morte súbita e acidentes vasculares cerebrais.

Causas e fatores de risco

Na maioria das vezes, a aterosclerose está relacionada aos fatores de risco tradicionais, como pressão alta, diabetes,colesterol elevado, tabagismo e obesidade.
Pequena parte é de causa hereditária. Existem algumas alterações, como a hipercolesterolemia familiar, em que indivíduos da mesma família têm o colesterol elevado desde jovens, mas são menos frequentes. Nesses casos, o acompanhamento médico é indispensável para detectar o acúmulo das placas de gordura precocemente.

Sintomas

Os mais frequentes são: dores no peito (peso, aperto, queimação ou até pontadas), falta de ar, sudorese, palpitações refletindo arritmias e fadiga.
A aterosclerose é uma doença perigosa, pois muitas vezes a evolução é silenciosa. Algumas pessoas só descobrem a formação de placas de gordura quando uma artéria é obstruída completamente e o paciente precisa ser atendimento imediatamente. São as situações de infartos, derrames e até morte súbita.

Diagnóstico

Se não existe histórico familiar de doença e nenhum risco conhecido, o recomendado é fazer avaliações periódicas do colesterol a partir dos 35 anos, para que se detecte a doença precocemente.
Para aqueles que têm história de doenças cardiovasculares na família, o ideal é que o acompanhamento comece na adolescência, para que seja possível prevenir e controlar o desenvolvimento da doença.

Tratamento

A forma mais indicada de tratar a aterosclerose é retirar as placas de gordura e curar as lesões que ficam no local. A retirada pode ser feita por métodos invasivos, como o cateterismo e a angioplastia, e a ingestão de medicamentos. A adoção de hábitos saudáveis também é fundamental para o controle da doença.

Prevenção

Assim como a maioria das doenças cardiovasculares, a melhor forma de prevenção é manter uma rotina que inclua exercícios físicos regulares, alimentação balanceada e com baixo consumo de gorduras e sal, além do controle dos fatores de risco para doenças como obesidade, diabetes, hipertensão e colesterol e evitar o consumo exagerado de álcool e cigarro.
 Revisão médica: Dr. Marcos Knobel, cardiologista. Publicado em abril de 2012, disponível em: Portal Albert Einstein
Para ficar ainda mais claro, eis um vídeo super explicadinho. Tudo isso resumido em dois minuto! :)

Teste de Esforço



O teste de esforço (TE) ou teste ergométrico é o registro da atividade elétrica do coração durante o esforço físico. Além dos achados do eletrocardiograma durante o esforço, este teste permite avaliar também o comportamento da pressão arterial, os sintomas referidos pelo paciente e a sua aptidão física.


Para que serve

              O TE é utilizado para o diagnóstico, avaliação do tratamento ou estimativa de complicações futuras (valor prognóstico). Na grande maioria dos casos, o TE é realizado com esteira rolante, no entanto, a bicicleta ergométrica também poderá ser utilizada. O TE pode ser parte integrante de outros exames, como a cintilografia de perfusão miocárdica, o ecocardiograma de estresse e a ergoespirometria (teste cardiopulmonar).


Procedimentos

O paciente deverá realizar uma refeição leve no mínimo duas horas antes do exame. Deverá comparecer ao local com uma roupa apropriada para a prática de exercício físico (short , moletom, tênis, etc.). Mulheres deverão usar sutiã. Nos homens, poderá ser necessária a raspagem dos pelos do tórax (tricotomia) para evitar interferências no traçado eletrocardiográfico.

Como é realizado

O TE deverá ser realizado em um local apropriado para o exame, com a presença de um médico treinado, equipamento adequado e material de emergência, incluindo equipamento para desfibrilação elétrica em caso de parada cardiorrespiratória.
O TE consiste em submeter o paciente a um esforço físico crescente, através da utilização de um ergômetro que poderá ser uma esteira (o equipamento mais comum) ou uma bicicleta ergométrica. Utilizam-se protocolos (programas que determinam a forma de acelerar e/ou inclinar a esteira), de acordo com as características clínicas do paciente e a finalidade do exame.
Antes de iniciar o TE realiza-se um eletrocardiograma de repouso e a medida da pressão arterial. À medida que o paciente realiza o esforço físico, é obtido um registro eletrocardiográfico contínuo (gravado no computador), além de medições periódicas da pressão arterial por um auxiliar.
Periodicamente será perguntado ao paciente a respeito de seus sintomas ao esforço, como cansaço (esse deverá ser quantificado), falta de ar, dor no peito, fadiga nas pernas, tonturas, sensação de desmaio, etc. Após o término do esforço, realiza-se na recuperação novos eletrocardiogramas e medidas adicionais da pressão arterial.
Geralmente o objetivo do TE é fazer com que o paciente atinja pelo menos 85% da frequência cardíaca máxima (FCM). A FCM é obtida pela fórmula 220 - a idade do paciente.

Indicações
  • Diagnóstico de doença arterial coronariana (comprometimento das artérias do coração por placas de gordura ou ateromas), em pessoas com dor torácica ou não, desde que haja uma suspeita da doença. É importante salientar que o TE apresenta limitações para o diagnóstico desta doença, pois a sensibilidade (capacidade do TE em diagnosticar a doença) e a especificidade (correlação de um TE alterado com a presença real da doença) são inferiores a 70% e 80%, respectivamente.
Logo, existem casos de TE falso-positivos (há alteração durante o TE, mas não há uma doença real) e falso-negativos (o TE é normal, mas o paciente apresenta a doença).

  • Avaliação do risco de complicações futuras em pessoas com doença arterial coronariana já conhecida.
  • Após o infarto  do miocárdio com o objetivo de avaliar a condição cardíaca do paciente para o retorno de suas atividades físicas.
  • Em pessoas assintomáticas que sejam diabéticas, que desejem iniciar um exercício físico vigoroso, ou ainda, que tenham uma profissão que coloque outras pessoas em risco (exemplo: motoristas e pilotos de avião).
  • Em pessoas assintomáticas que desejem realizar atividades físicas.

 Contra indicações

 As contra indicações podem ser absolutas ou relativas:
Absolutas
  •  Angina instável;
  • Arritmias cardíacas descontroladas que causem sintomas ou comprometimento hemodinâmico;
  • Estenose aórtica sintomática grave;
  • Insuficiência cardíaca sintomática descontrolada;
  • Embolia pulmonar ou infarto pulmonar agudo.

Relativas
  • Estenose de artéria coronária esquerda principal;
  • Doença cardíaca valvular estenótica moderada Taquiarritmias ou bradiarritmias;
  • Miocardiopatia hipertrófica e outras formas de obstrução no trato de escoamento do fluxo anterógrado.
  • Aneurisma ventricular;
  • Doença metabólica descontrolada (ex: diabetes);
  • Doença infecciosa crônica; 
  • Estenose de artéria coronária esquerda principal;
  • Doença cardíaca valvular estenótica moderada;
  • Anormalidades eletrolíticas (ex.:hipocalemia);
  • Hipertensão arterial severa em repouso.

Quanto custa

O ECG de esforço ou teste de esforço ou cicloergometria, em esteira ou em bicicleta, para verificar como o coração se comporta diante de um esforço físico ou como se encontra sua capacidade funcional. Está disponível em vários hospitais. Na rede particular custa entre R$ 150 e R$ 300 e os convênios em geral reembolsam.

Referências Bibliográficas:


Ecocardiograma Transesofágico

Tem como objetivo analisar de maneira detalhada certas estruturas cardíacas profundas, que são próximas ao final do esôfago.


Como é feito
O exame consiste em introduzir uma sonda de ultrassom, específica para esta finalidade, pela cavidade oral do paciente através do esôfago (como ocorre em uma endoscopia digestiva). Para tanto, o paciente normalmente recebe um anestésico local em spray e pode até receber um sedativo.
Indicações
Pesquisa de trombos (coágulos) no coração, em pacientes que sofreram Acidente Vascular Cerebral e antes de cardioversão elétrica de arritmia cardíaca. Para análise de defeitos congênitos, especialmente do septo interatrial. Também é indicado para avaliação detalhada das valvas, das próteses cardíacas e aorta torácica.
Orientações
O paciente não precisa suspender o uso de qualquer medicamento para realizar o exame. Porém deve estar em jejum absoluto (inclusive líquidos), de 6 horas antes de realizar o exame.
No dia do exame o paciente deverá vir acompanhado e trazer seus exames cardiológicos prévios.
O exame é indolor e sem riscos para o paciente. Não é utilizada radiação ou contraste.

Ecocardiograma Transtorácio

O Ecocardiograma Transtorácico é um exame por imagem que tem como objetivo avaliar a anatomia e o funcionamento do coração.


Como é realizado

O exame é realizado pelo especialista em ecocardiografia. Neste procedimento o médico utiliza um aparelho específico de ultrassonografia, na região do tórax do paciente, para examinar o coração e os vasos sanguíneos próximos, para obter imagens de múltiplos planos.

Indicações

É indicado para detectar e quantificar as doenças cardíacas e dos grandes vasos relacionados ao coração. além de analisar quantitativamente a função cardíaca, o fluxo sanguíneo através das valvas e o tamanho das cavidades.

Orientações

O exame é indolor e sem riscos para o paciente. Não é necessário preparo para a realização do exame. Não é utilizada radiação ou contraste. No caso da realização desse exame em crianças menores de quatro anos, recomenda-se jejum de 2 horas, pois há possibilidade de receberem um leve sedativo. O ideal é que elas cheguem com sono à clínica.