Escala de Coma de Glasgow

Oi, pessoas!
Estou fazendo um curso online na plataforma AVASUS (depois volto para contar direitinho como funciona e as maravilhas desse espaço) e vi essa explicação em um dos módulos. Achei muito didática então quero compartilhar com vocês. Bora?


A Escala de Coma de Glasgow  foi criada para avaliar a gravidade de pacientes após trauma cranioencefálico.  Usualmente pode ser utilizada como uma referência da avaliação do sensório de um paciente que apresente diminuição da consciência.

ESCALA DE COMA DE GLASGOW
A escala é composta por três partes distintas:
- Abertura ocular
- Resposta verbal
- Resposta motora
Variando de 03 pontos para o paciente que não está responsivo até 15 pontos, considerado o valor normal.


Abertura Ocular

Abertura ocular é divida em 4 possíveis respostas. Se o paciente abrir os olhos espontaneamente ele recebe  4 pontos. Se o paciente abrir os olhos quando for estimulado recebe 3 pontos. Se o paciente abrir os olhos apenas após o estímulo doloroso ele recebe 2 pontos e se ele não abrir os olhos receberá 1 ponto.

Abertura Ocular: Espontânea









Abertura Ocular: Estimulação

Estimulação Ocular: Dor














Estimulação Ocular: Sem Abertura
















Resposta Verbal

Em relação a resposta verbal o paciente pode ser considerado orientado e recebe 5 pontos quando der respostas coerentes as perguntas. O paciente confuso  ganha 4 pontos quando a fala for clara e compreensível, porém exista dificuldades em relação a orientação. Recebe 3 pontos quando a fala for compreensível, porém o conteúdo inadequado. Recebe 2 pontos quando for incompreensível e 1 ponto o paciente que não responder.

Resposta Verbal: Orientado

 Resposta Verbal: Confuso

 Resposta Verbal: Inapropriado

Resposta Verbal: Incompreensível
 Resposta Verbal: Sem Resposta

Resposta Motora
Em relação a resposta motora recebe 6 pontos o paciente que obedece a comandos. 5 pontos o paciente que for capaz de localizar o estimulo doloroso. 4 pontos o paciente que após estimulo doloroso realizar movimento de retirada. 3 pontos o paciente que realizar flexão à dor. 2 pontos o paciente que realizar extensão à dor. 1 ponto o paciente que não responder.
Resposta Motora: Obedece a comando










Resposta Motora: Localiza a dor








Resposta Motora: Retirada pós estímulo doloroso








Resposta Motora: Flexão à dor







Resposta Motora: Extensão à dor








Resposta Motora: Sem resposta









E ai, gostaram? Ficou um pouco mais claro para lembrar? A princípio parece ser muita coisa mesmo, mas com o tempo a gente vai compreendendo o porquê de cada resposta ser como é e se habitua, fica fácil (sério!)
Lembrando que este conteúdo faz parte de um módulo do curso "Acolhimento ao usuário com dor no aparelho locomotor", conteúdo da UFRGS, TeleRS e MS e encontra-se na plataforma AVASUS. 

Bons estudos!

E agora, quanto devo cobrar?

Dúvida cruel.

Quando me formei minha maior dúvida era essa: quanto cobrar por minhas consultas e atendimentos? E se for no interior, vai ser o mesmo? E se for muito acima ou abaixo do que os demais profissionais na minha região?
Como proceder, Brasil?
É, as dúvidas eram muitas, mas calma, vou contar como fiz.
Durante algumas aulas uma professora falou sobre o Referencial Nacional de Procedimentos Fisioterapêuticos e quando estive perdida com relação a isso, busquei o referencial e assim, tive o direcionamento que estava precisando. Vem, vamos ver um pouco sobre isso!


O Referencial Nacional de Procedimentos Fisioterapêuticos (RNPF) foi fixado pela resolução nº 428 de 8 de julho de 2013. Ele é adequado e atualizado (estamos na 3ª edição) pelo COFFITO de acordo com a situação atual da fisioterapia no Brasil.
O RNPF é o valor mínimo que você deve cobrar. Pronto, em resumo, é isso.
O RNPF constitui-se em um instrumento básico para a caracterização do trabalho do FISIOTERAPEUTA no Sistema de Saúde Brasileiro, classificando e hierarquizando os procedimentos fisioterapêuticos, baseados na saúde funcional e, a índices remuneratórios adequados ao exercício ético-deontológico da Fisioterapia brasileira.
Destaco aqui alguns dos artigos que considerei mais relevantes:
Art. 13 – Os valores do referencial de remuneração dos procedimentos Fisioterapêuticos estão expressos em CHF (Coeficiente de Honorários Fisioterapêuticos). Cada CHF vale no mínimo R$0,39, na data da publicação deste.
Art. 14 – Os valores serão cobrados em reais, com reajuste anual, aplicando-se o índice acumulado ao ano do IPC/FIP – Setor Saúde, e/ou outros que o substitua, respondendo as perdas inflacionárias no período.
Art. 15  Os valores poderão ser negociados dentro de uma “banda” de até 20% para menos, considerando as características regionais.
Art. 16 – Os honorários fisioterapêuticos terão acréscimo de 50% nos atendimentos de urgência e emergência realizados no período das 19h às 7h do dia seguinte e 100% em qualquer horário de domingos e feriados, conforme previsto na legislação trabalhista e nos Acordos Coletivos de Trabalho.

Vamos ver alguns exemplos?
Em uma consulta fisioterapêutica, seja hospitalar, ambulatorial ou domiciliar pode ser cobrado, NO MÍNIMO 150 CHF,  o que traduzindo para reais significa R$ 58,50 (150 x 0,39). Esse valor pode cair ainda 20% dependendo das condições regionais, de acordo com o art. 15.

Ficou fácil ou muito fácil? 

Lembre-se: 
- Esse é o mínimo! Você não precisa se prender a esses valores apenas, que ele lhe sirva de base. 
- Na hora de ajustar seus honorários é interessante que você tenha noção dos seus investimentos (Aluguel? Funcionários? Condições locais?), os serviços que você oferece e por fim, a meia de honorários dos seus colegas que atuam por perto (pode chamar de concorrentes, se quiser).
- Há CHF pra tudo lá, pode acreditar, e você precisa está atilado com relação as alterações de valores dentro de uma mesma área de atuação. Por exemplo: o valor cobrado em um atendimento de neurologia muda de acordo do o nível de complexidade de comprometimento do paciente e do local em que será realizado o atendimento. Fique esperto!

Recomendo ainda que leia atentamente a resolução nº 428, vou deixar o link aqui. Agora não tem desculpa, só ler!

Testes Especiais: Cotovelo

Como já sabemos, o cotovelo é uma região intermediária da cadeia do membro superior e é articulação do tipo dobradiça. Além disso, tratra-se de uma articulação estável que contém três articulações em uma única cápsula, são elas: articulação Ulnoumeral e Radioumeral (que permitem os movimentos de flexão e extensão do cotovelo) e pela articulação Radioulnar proximal (que permite a pronação e supinação do antebraço).
Os testes especiais são parte importante do exame físico, uma vez que podem auxiliar no diagnóstico de patologias, confirmando ou excluindo hipóteses (lembrem-se: A clínica é soberana!). Lembrando que eles geralmente são realizados ao final da avaliação, ou seja, depois da identificação, anamnese, inspeção, palpação e goniometria. Se ainda ainda assim, com tudo isso e os testes especiais, não conseguir fechar o diagnóstico do seu paciente, ai você solicita algum exame complementar.
Bom, existem vááários testes para esta região mas, aqui preferir mostrar os mais utilizados. Bora?

Reflexo do bíceps braquial
O que determina: Integridade do reflexo inervado pela raiz nervosa C5
Como avaliar: O antebraço do indivíduo é colocado sobre o antebraço oposto do avaliador, descansando o peso ali. O cotovelo avaliado fica alguns graus em flexão (cerca de 90º). O tendão bicipital deve ser percutido (examinador coloca o polegar sobre o tendão e bate com o martelo neurológico sobre a unha).
O que se espera: Na resposta normal espera-se uma flexão do cotovelo compatível com a resposta do cotovelo oposto. Respostas exacerbadas indicam lesão de neurônio motor superior e resposta diminuída pode referir acometimento de neurônios motores inferiores.

Reflexo do Braquiorradial
O que determina: integridade da raiz nervosa C6
Como avaliar: O membro superior do indivíduo é posicionado como descrito no reflexo do bíceps ai em cima :) Utilizando o lado mais largo do martelo, o examinador golpeia (com calma hein, gente!) o lado radial do antebraço imediatamente acima do processo estiloide, sobre o tendão do braquiorradial.
O que se espera: O reflexo normal induzirá uma resposta de flexão do cotovelo. Se o movimento estiver ausente, deprimido ou exagerado é indicativo de algum acometimento da raiz nervosa C6.

Reflexo do Tríceps 
O que determina: função da raiz nervosa C7
Como avaliar: a posição é semelhante a do Reflexo do bíceps, só que neste caso, o tendão percutido será o do m. tríceps braquial, logo acima do olécrano.
O que se espera: A resposta normal é a extensão do cotovelo. Alterações podem indicar lesão de raiz nervosa C7.

Estresse em Varo
O que determina: estabilidade do ligamento colateral medial (ou ulnar, dá no mesmo)
Como avaliar: O cotovelo avaliado é posto em ligeira flexão com antebraço supinado. O examinador  aplica uma força em valgo ao cotovelo, puxando o antebraço para longe do corpo.
O que se espera: O teste será positivo se o avaliado sentir dor (é gente, o teste é irritativo!) ou se você, avaliador, perceber uma abertura ao longo da parte medial do cotovelo. Depois, deve-se avaliar o outro cotovelo e comparar os resultados obtidos.

Estresse em Valgo
O que determina: estabilidade do ligamento colateral lateral (ou radial)
Como avaliar: A posição é semelhante a do teste de estresse em varo, só que, neste caso, a força aplicada será em varo, realizando adução do antebraço em relação ao braço.
O que se espera: O teste é positivo se resultar em dor ou abertura excessiva da parte lateral do cotovelo.

Sinal de Tínel
O que determina: integridade do nervo ulnar a nível do cotovelo.
Como avaliar: percute-se o nervo ulnar,a região do seu sulco (entre o olécrano e o epicôndilo medial)
O que se espera: Se o avaliado sentir formigamento no antebraço e na mão significa que o teste é positivo para o acometimento do nervo ulnar.

Teste de Cotovelo de Tenista
O que determina: Epicondilite Lateral
Como avaliar: O antebraço em pronação e pedir para o paciente fechar e estender o punho. A seguir, forçar o punho estendido para flexão contra a resistência do avaliador.
O que se espera: Se apresentar dor no epicôndilo lateral (origem comum dos extensores) o teste é positivo e deve-se suspeitar de epicondilite lateral.

Teste de Cotovelo de Golfista
O que determina: Epicondilite Medial
Como avaliar: Paciente estende o cotovelo e supina a mão, em seguida deve flexionar o punho contra resistência imposta pelo avaliador.
O que se espera: Os tendões que flexionam o punho estão no epicôndilo medial e caso a flexão cause dor no epicôndilo em questão deve-se suspeitar de sua inflamação, ou seja, epicondilite.

*Em um outro post falaremos mais sobre estes dois testes para epicondilite ;)


E ai, fácil ou muito fácil?
Lembando que conhecer a anatomia facilita (e muito) na compreensão, execução e interpretação desses e de outros testes. Fiquem espertos!


Referencial bibliográfico
MAGEE, D. J.. Avaliação musculoesquelética. Barueri: Manole, 2005.
PALMER, M. Lynn; EPLER, Márcia E..  Fundamentos das técnicas de avaliação musculoesqueléticas. 2ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
Meu caderno :) 

Ooooi pessoas!

Primeiramente desculpo-me pelo tempo de abandono da página, as coisas estão bem corridas. Em seguida quero agradecer os comentários e carinho, sério isso motiva muito o lado de cá. E devido a essa motivação gostaria de saber que assuntos preferem ler e o que gostariam de ver aqui na página. Em breve, haverão novidades (não conto para não perder a graça, mas vão gostar, garanto!).

E ai, me diga: o que querem ver aqui?

Associação, Conselho ou Sindicato?

"Que anuidade cara! E o conselho não faz nada sobre nosso piso salarial!"
"Essa associação não serve para nada só faz jornadas!"
"Para que serve mesmo um sindicato, hein?!"


Ooooi pessoas!
Acho que todo mundo já disse alguma essas frases ou ouviu alguém falar. As dúvidas são comuns mas as respostas são bem simples. E é super válido saber as diferenças de cada uma para saber a quem recorrer quando precisa. Então vamos lá!

O conselho regional é o órgão fiscalizador. Sua função é regulamentar, orientar e fiscalizar a atividade profissional. Por que o conselho não faz mais pela profissão? Bom, porque legalmente não pode visto que seria invadir a área de atuação de outras entidades.
As Associações são sociedades de cunho científico, quer dizer, criadas com o objetivo de auxilar profissionais e estudantes no sentido de valorizar seus currículos através da promoção de atividades como cursos, palestras, jornadas, encontros, congressos, simpósios... ou seja, eventos de natureza científica. As associações deve buscara a reciclagem dos conhecimentos tendo como objetivo atualizar -los, o que é muito válido visto que cada vez mais se exige capacitação, qualidade e excelência no que se propõe a fazer, não é mesmo?
Por fim, porém não menos importante, temos o sindicato, esta entidade maravilhosa que tem como objetivo principal a luta pela melhoria das condições de trabalho, da remuneração, das relações entre empresas privadas, públicas e colaboradores, a defesa da classe entre outras atividades. As atribuições especifica dos sindicatos são: verificar jornada ideal de trabalho profissional, piso salarial, acordos anuais, fazendo prevalecer todos os direitos trabalhistas garantidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)

Diferenças e semelhanças:
- Tanto sindicato quanto associação são pessoas jurídicas de direito privado enquanto os conselhos regionais são pessoas jurídicas de direito público;

- Podem em igualdade promover eventos para seus associados, registrados ou filiados;

- Todos os institutos também são capazes de defender os interesses de seus participantes, embora possuam diferentes focos: A associação cuidará ou será a pessoa jurídica que atuará na promoção do bem estar de vida dos trabalhadores, mas apenas dos associados, quanto aos diversos objetivos civis possíveis, tais como clube de recreação, convênios com plano de saúde, etc. Os conselhos protegem os profissionais registrados por meio da fiscalização; e os sindicatos possuem maior atuação, voltada esta para questões referentes  a relação de trabalho.

Ficou fácil? Pois aqui vai um resuminho para fixar bem

Ah, lembrando que é importante que participemos como profissionais das atividades dos três. Nossa colaboração favorece (e muito) o crescimento e fortalecimento da classe. ;)
Agora ficou fácil demais diferenciar né?! Não tem mais confusão!


Referências: Crefito 9, Blog do sindicato e CRBio 8.

Resumo do Sistema Vascular

Olá pessoal, sou amiga e colega de profissão da Yara. Estarei compartilhando com vocês um pouco do universo da fisioterapia Angiovascular. Tenho ciência que, alguns colegas de profissão repudiar (devido a casos de ferida aberta), outros até respeitam (devido a relatos de melhora) e poucos se apaixonam por essa área (confesso que estou no último grupo).  Entre esses apaixonados poucos destinam para o campo da pesquisa na busca pela construção de fundamentação didática, pesquisas de avaliação, intervenção e tratamento de forma preventiva ou de reabilitação. No entanto, são poucos os projetos e pesquisas conclusiva, contribuindo para a ‘ignorância’ por parte de outros profissionais envolvidos nos tratamentos, que já difundiu e engessou um plano de tratamento conservador de longa duração e resultados conclusivos ou relativos. Enfim, restando ao leigo portador a árdua jornada de reabilitação farmacológica e comportamental. Porque, poucos são os que conhece o trabalho da fisioterapia vascular.

Para iniciar, estarei revisando o arcabouço vascular para que fique de melhor compreensão todo o processo de desenvolvimento. Desde de já agradeço a Yara pela oportunidade!


Anatomia do sistema circulatório
O coração e os vasos sanguíneos formam a rede de transporte de nutrientes, oxigênio e substancias através do sangue, por meio das artérias, veias e capilares. Esse sistema de ramificação, que a partir do bombeamento cardíaco faz com que o sangue (alta pressão) seja distribuído para todo o corpo pelas artérias de parede espessa, seguido para os vasos de distribuição final as arteríolas ao qual, entrega o sangue oxigenado pelos capilares formando o leito capilar, onde ocorre as trocas de oxigênio, nutrientes, substancias residuais e outras substancias com o líquido extracelular. O sangue proveniente do leite capilar penetra nas vênulas de parede fina (assemelham aos grandes capilares) que drenam as pequenas veias que se abrem as grandes veias as maiores veias retornam o sangue pouco oxigenado para o coração.

Características Artérias:
Conduz sangue do coração para o corpo;
O sangue flui por meio de artérias de diâmetros menos com diferença na espessura; 
O tamanho é continuum (diferença gradual da morfologia).

Tipos de Artérias:

·        Artérias Elástica ou artérias de condução: Devido a essa propriedade elástica, garanti a capacidade de manter a pressão sanguínea ao sistema arterial.
·        Artérias Musculares ou artérias de distribuição: Essas regulam o fluxo de sangue para as diferentes partes do corpo.
·        Arteríolas: Regulam a PA devido ao grau de tônus do músculo liso nas paredes arteriolares.

Sistema venoso

  Trazem o sangue do leito capilar dos leitos capilares para o coração;
Exceção: as veias pulmonares são atípicas por serem bem oxigenadas, porque conduz sangue oxigenados do pulmão ao coração.
  •   O sistema venoso possui parede de fina espessura;
  •  Apresentam diferentes tamanhos (pequena, média e grande);
  •  Veias menores (vênulas);
  • Veias médias possuem válvulas laminares que permitem que o sangue fluir em direção ao coração, impedindo que ocorra refluxo.
 Fisiologia do sistema venoso:
O sistema venoso é composto pelas veias superficiais, perfurantes e profundas. O sistema venoso profundo (SVP) localiza-se entre a musculatura dos membros inferiores e o sistema venoso superficial (SVS) permitido através das veias perfurantes que as comunicam. O sistema venoso direciona o sangue ao coração através da ação da bomba muscular que impulsiona o sistema venosa periférica (SVP) no sentido cefálico. Com a queda da pressão no SVP, as válvulas fecham prevenindo o fluxo retrógado e aumento da pressão no SVS. Com o relaxamento da musculatura ocorre um esvaziamento do SVP e consequentemente uma diminuição abrupta da pressão, promovendo abertura de válvulas que direcionam o fluxo do SVS e SVP.
  
 Sistema linfático
Rede de vasos linfático que transportam líquido tecidual excedente, a linfa. Pertence tanto ao sistema circulatório quanto ao cardiovascular, possui órgão linfático, o baço.
  • ·   Constitui esse sistema:

Plexos linfáticos: rede de vasos linfáticos muitos pequenos (capilares linfáticos). Originam nos espaços intracelulares na maioria dos tecidos;
Linfático: rede corporal de vasos linfáticos, originam nos plexos linfáticos.
Linfonodos: através do qual a linfa passa no seu caminho para o sistema venoso.
  Agregados de tecido de linfoides na parede do canal alimentam o baço e timo.
 Linfócitos circulantes formado no tecido linfoide (linfonodos e baço, e no tecido mielóide na medula óssea vermelha).
  • Vasos linfáticos superficiais: Estão na pele e tecido subcutâneo;
  • Vasos linfáticos profundos: Encontra-se entre o músculo e o tecido subcutâneo.

Função:
  • ·    Drenagem do liquido tecidual;
  • ·    Transporta a linfa para o sistema venoso;
  • ·    Absorção e transporte de gordura;
  • ·    Formação de um mecanismo de defesa.
  

 Referência Bibliográfica:

Keitb L. Moore, et al. Anatomia orientada para a clínica, 4ºed, editora Guanabara.
Aldumate, et al. Úlcera venosa em membros inferiores. Revista Med. (SP), 2010 jul-dez; 89 (3/4): 158-63.
IRWIN, Scot, TECKLIN, Jan Stephen. Fisioterapia cardiopulmonar. 3 ed. São Paulo. Manole, 2003; 620p.
Maffei, Francisco H. de A. – Lastória, Sidnei – Yoshida, Winston B, - Rollo, Hamilton A, et al. Doenças Vasculares periféricas, 2008. Editora Guanabara, 4 ed.
Ferreira, Maria do Socorro. Fisioterapia nas doenças vasculares periféricas, 2003.Editora persona.

Diferenças entre pós graduação, Curso de formação, Especialização, MBA, Mestrado e Doutorado

Oi pessoooas!

Enfim terminei minha tão sonhada graduação em fisioterapia. Já chorei, comemorei, descansei (como é bom dormir sem hora para acordar *-*) mas agora preciso me capacitar. O chamado da vida de gente grande começou (de novo). Mas e ai, o que fazer? Eu ainda não sei bem que área seguir, então decidi fazer cursos buscando me encontrar em meio as  possibilidades.  E são tantas! Vejo tantas pós graduações, especializações, cursos de formação e percebo que não sei a diferença entre eles. Tem diferença mesmo? Qual o melhor? E agoooora?
Então vamos lá, pesquisei bastante e espero que fiquem claras para você as diferenças entre essas modalidades. A primeira coisa que precisamos saber é que pós graduação é qualquer curso que você faz depooois que termina a faculdade, ou seja, nem adianta começar no 7º ou 8º período, para ser pós tem que ser após, né?! 
Dentro do conceito de pós graduação entram os cursos de especialização (também chamada de pós graduação lato sensu), mestrado e doutorado (ambas do tipo stricto sensu). Para ficar ainda mais claro, pense assim: lato sensu busca o aperfeiçoamento e especialização em uma determinada área, direciona um conhecimento obtido durante a graduação e limita-se a ela. São cursos mais curtos, práticos e focados, com duração média de um ano e meio. E os cursos do tipo stricto sensu são mais longos e levam à um grau acadêmico dentro dos dois ciclos (mestrado e doutorado), ideais para quem quer prolongar o aprendizado, se tornar professor universitário ou pesquisador.

Já o MBA (Master Business Administration) é um curso na área de gestão empresarial que pode ser um tipo de especialização (ou seja, uma pós graduação lato sensu, pra não esquecer) ou só um curso de aperfeiçoamento, por isso fique esperto na duração do curso. Se for uma especialização tem que durar pelo menos 360 horas e atender alguns requisitos do MEC. Ah e por falar nisso, nem todo mundo pode oferecer um curso de especialização, apenas IES já credenciadas e qualificadas dentro da área que se propõe. Outra coisa, o MBA não é um mestrado nem pode ser. Você tem interesse em desempenhar funções de coordenação ou direção na sua carreira? Então, o MBA é a modalidade certa para você! ;)

E a formação de extensão ou curso livre?

Segundo o pessoal da BandTec, esse tipo de curso é voltado para a complementação do currículo de um profissional e mesmo sendo bastante importantes e valorizados no momento de seleção e contratação de profissionais pelo mercado de trabalho, eles não dão título ao profissional. A formação de extensão não submete seus alunos a um processo de certificação, não tem níveis de aprovação, etc., mas permitem que o profissional se qualifique e adquira algumas competências. São cursos mais indicados para profissionais que buscam complementar sua formação curricular e querem adquirir novas habilidades para o mercado.


Dois tipos de mestrado. OI?

Temos o Mestrado acadêmico e o profissionalizante. O acadêmico é mais teórico, aconselhado para quem pretende lecionar, e o profissionalizante, mais prático e voltado para o mercado de trabalho. A área de estudos e o tipo de Mestrado, pode durar entre um a três anos, em regime de tempo inteiro ou tempo parcial, e exigir a apresentação final de uma dissertação.
Mestrado serve não tanto para aprofundar conhecimentos em uma área, mas para dar continuidade e prolongar o estudo já iniciado na Graduação. 

Doutorado
Depois do mestrado vem o doutorado, que é um nível mais aprofundado de estudo, o Doutorado é o passo seguinte no seu conhecimento dentro do seu campo de estudos. Durante o também denominado PhD, (Doctor of Philosophy), você consolida e intensifica um aprendizado, tornando-se um pesquisador. A duração é de três a quatro anos, mas pode ser mais longa caso você opte por estudar em tempo parcial. Durante uma boa parte do curso, você terá de dedicar-se a uma pesquisa extensiva em uma matéria da sua escolha, que culmina em uma tese, com defesa oral obrigatória no final do Doutorado.


Duração
Como dito anteriormente, uma pós lato sensu deve durar cerca de 360h e as stricto sensu têm duração variada mas a maioria é de 18 à 24 meses para mestrado e de 24 a 42 meses para o doutorado.

Para fechar, encontrei esses quadros no Guia do Estudante, achei um belo resumo.



  
Legenda:


Parece muita coisa, mas não é. Espero que tenha ficado claro. Agora é só escolher o que melhor se adequa a você.
Se o assunto interessou, não deixe de visitar as referências bibliográficas, aqui embaixo.  


Referências Bibliofráficas:

Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) e Inclusão do Fisioterapeuta na Atenção Básica




             O Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) é uma iniciativa do Ministério da Saúde para apoiar as práticas em saúde das equipes de Saúde da Família. Um NASF é uma equipe composta por profissionais de várias áreas que deve atuar junto aos profissionais das equipes da ESF, de acordo com as necessidades dos habitantes do território, ampliando assim as ações de atenção básica.
“O Nasf é uma estratégia inovadora que tem por objetivo apoiar, ampliar, aperfeiçoar a atenção e a gestão da saúde na Atenção Básica/Saúde da Família. Seus requisitos são, além do conhecimento técnico, a responsabilidade por determinado número de equipes de SF e o desenvolvimento de habilidades relacionadas ao paradigma da Saúde da Família.”

(Ministério da Saúde, 2009)
          Ou seja, o NASF não é porta de entrada para Estratégia de Saúde da Família, mas sim o inverso. O NASF não atende de acordo com o desejo do paciente, apenas quando este é necessário e solicitado pela equipe que apoia.
            O NASF possui três modalidades de atuação. Cada modalidade será aplicada de acordo com a base populacional do território beneficiado. O NASF-1 é composto por, no mínimo 5 profissionais de categorias diferentes e deve ser vinculado com 5 ou até 9 equipes da ESF. O NASF-2 vincula-se com 3 ou 4 equipes ESF e é composto por no mínimo 3 profissionais. Por fim, o NASF-3 é vinculado com 1 ou 2 equipes ESF e compõe-se por no mínimo 2 profissionais. É importante lembrar que esses profissionais serão direcionados as necessidades pontuais que a família ou indivíduos apresentem
            O NASF possui uma extensa gama de profissionais, a saber: pediatra, psiquiatra, educador físico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo, terapeuta ocupacional, acupunturista, geriatra, médico do trabalho, veterinário, sanitarista, farmacêutico, assistente social, arte-educador e homeopata.

          Ao longo dos anos o fisioterapeuta acumulou uma série de conhecimentos utilizando-os de formas diversas objetivando a promoção, prevenção, reabilitação e cura. Inserção do fisioterapeuta na NASF marca a expansão do nosso mercado de trabalho, além da ampliação das ações de atenção básica à população, portanto, fiquem espertos, essa é uma área em crescimento, sem contar que é um ótimo campo de trabalho.

Referências Bibliográficas:
HOUAISS, Antonio. Dicionário Houaiss: da Língua Portuguesa. 1. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.

FORMIGA, Nicéia F Barbosa.; RIBEIRO, Kátia S Q Silva. Inserção do Fisioterapeuta na Atenção Básica: uma Analogia entre Experiências Acadêmicas e a Proposta dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF). Revista Brasileira de Ciências da Saúde, Volume 16 Número 2, 2012.

ROUQUAYROL, Maria Zélia; ALMEIDA FILHO, Naomar de. Epidemiologia e saúde. 6.ed. Rio de Janeiro: Medsi, 2003.

STARFIELD, B. Atenção Primária: Equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologias. Brasília: UNESCO/Ministério da Saúde, 2002.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada e compartilhada / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. – Brasília: Ministério da Saúde, 2009.

BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de Atenção Básica. Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília, 2009. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_atencao_basica_diretrizes_nasf.pdfAcessado em 19 de fevereiro de 2014.

Construindo um portfólio

A primeira vez que me solicitaram um portfólio na faculdade me senti perdida. Não sei, e me faltou entendimento, pesquisa ou clareza no que a professora pediu, mesmo assim, fiz.
Ao todo fiz três portfólios e a medida que ia fazendo me sentia mais segura para os próximos capítulos do mesmo. Mesmo assim, pude ver que cada pessoa tem uma forma de construir e que depende muito do que o solicitante quer. Os professores que pediram nos deixaram bem livres para escrever e fomos construindo no decorrer do semestre, Enfim, vamos ao que interessa né?! Vocês verão que é algo mais simples do que imaginam.



Antes de começar um portfólio, gostaria de dizer que passei um bom tempo sentada diante desta mesma tela, sem saber o que escrever. Sempre considerei os inícios um pouco complicados e nesse caso não foi diferente. A transição do pensamento para o papel nem sempre se dá de forma rápida e completa. Após algumas pesquisas consegui ter uma ideia talvez mais clara a respeito do portfólio:

Sm. 1. Pasta de cartão usada para guardar documentos em geral; 2.  Pasta contendo material de um ilustrador, etc.
 Minidicionário Soares Amora, 2009.

SM. 1. Cartão duplo desdobrável usado para guardar papeis; pasta, porta-fólio. 2. Conjunto ou coleção do que está ou pode ser guardado num portfólio. 3. Conjunto de trabalhos de um artista ou agência usado para divulgação.
Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, 2009.

Assim, adaptando a palavra Portfólio para a realidade acadêmica, é um conjunto de documentos a respeito de um tema comum, além de contar com nossa visão reflexiva. No meu caso, especificamente, escrevi sobre os conteúdos ministrados na disciplina de neurologia, posteriormente sobre atenção básica e sobre a vivência na comunidade no decorrer do semestre. Lá eu colocava o que eu compreendia das aulas, o que eu não compreendia, o que pesquisava, achava e sentia. Muitas vezes fugi um pouco e falei de questões pessoas mas que, de alguma forma, se relacionavam com o que se passava, afinal, antes de profissionais de saúde, somos pessoas. :)

Pessoalmente falando, acho um método bem eficaz de avaliação por que acaba nos obrigando a buscar mais, a fazer algo além de sentar e assistir aulas (não que as aulas não sejam boas também), faz com que nos mexamos mais. Acho que o único aspecto negativo ainda é o conhecimento limitado a respeito do conteúdo e estrutura desse tipo de texto e por exigir bastante tempo e dedicação em sua confecção. Li que a base de um portfólio é o pensamento reflexivo desenvolvido pelo aluno, 


Dicas, dicas, dicas!
- Faça de seu portfólio um diário. Converse com si através da palavras escritas e não tenha medo.
- Nada de plágio! Portfólio é algo pessoal e intransferível, não faça cópias.
- Abuse da criatividade. Se estiver dentro dos critérios avaliativos expostos por seu professor, fique à vontade para construir o seu portfólio. Ó, vale tudo: desenhos, fotos, esquemas... desde que não fuja da temática proposta, viu?!
- Tenha atenção sempre e não tenha medo de expor seus pensamentos e sentimentos. Geralmente o seu portfólio é lido apenas por seus professores e seus colegas não têm acesso (só se você quiser, claro).
-  Tome notas. Sempre anote suas ideias. Escreva sempre no mesmo dia e não deixe acumular conteúdo ou você corre o risco de deixar passar alguma coisa.
- Não tenha medo de pedir ajuda ou opinião. Converse com seus professores e colegas de turma.
- Leia. Leia muuuuuuuuito, pesquise mais ainda. Além de te ajudar no embasamento, ler vai te ajudar a melhorar sua escrita gradativamente.
- Já disse para não ter medo? Não tenha. O encontro do das palavras com o papel podem te levar a direções fantásticas (do tipo que você nem espera, vai por mim).


Então, chega de conversa... Hora de começar.



Referências Bibliográficas:

Dicionário Fundação Oswaldo Cruz. Disponível em: http://www.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/atesau.html Acessado em 18 de fevereiro de 2014.
FERREIRA, Aurélio Buarque Holanda. Minidicionário Aurélio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1977.
HOUAISS, Antonio. Dicionário Houaiss: da Língua Portuguesa. 1. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.

Volteeei!

Olá pessoas!

Perdoem-me pela ausência. Desde a minha última publicação aqui muita coisa aconteceu. Comecei estágio, terminei estágio, fiz TCC, apresentei, colei grau e (enfim) concluí meu curso. Agora sim,  fisioterapeuta! *--------*
Para esta nova etapa tenho alguns projetos e um deles é a reativação e dedicação a esse espaço. Então, vamos ao que interessa, aguardem! :***