Imobilismo no leito e fisioterapia

Ooooi pessoas! 
Vamos conversar um pouco sobre imobilismo no leito? Esta é uma condição bem comum no que diz respeito a atendimentos domiciliares, principalmente. É importante que saibamos identificar os sinais e intervir positivamente na qualidade de vida da pessoa sob essas condições. 
Ah, uma observação: Este é um conteúdo que preparei de modo resumido quando estava estudando para entrar na residência. São resuminhos mesmo, bem enxutos, na época acabei nem colocando as referências já que era um material apenas para meu estudo. Caso queiram posso disponibilizar as referências também. 
Agora sim, vamos começar?!

Muitas desordens do aparelho locomotor acontecem pelo longo período de imobilidade no leito onde há um decréscimo na atividade física e, por conseguinte, nos efeitos benéficos que ela produz. Não são apenas as desordens de origem neurogênica ou miogênica que levam a este quadro. Problemas ortopédicos, queimaduras, alguns tipos de infecções, alterações psiquiátricas e quadro álgico intenso levam o indivíduo a permanecer por um período prolongado de restrições no leito.

A síndrome da imobilidade é um conjunto de alterações que ocorrem no indivíduo acamado por um período prolongado. Independente da condição inicial que motivou ao decúbito prolongado, esta síndrome evolui para problemas circulatórios, dermatológicos, respiratórios e muitas vezes psicológicos. Muito da morbidade e mortalidade associada ao paciente restrito ao leito advém dessas complicações músculo-esqueléticas e viscerais.

No sistema músculo-esquelético:
. Hipotrofia, atrofia muscular e descondicionamento
. Contraturas
. Osteoporose e osteopenia
. Deterioração articular
. Ossificação heterotrópica
. Osteomielite
. Deformidades
Para estes pacientes preconiza-se um trabalho de cinesioterapia motora, alongamento, ortostatismo precoce e massoterapia (liberação de aderências e "trigger points“).

No sistema protetor:
A úlcera de pressão é a mais comum alteração que acontece nos pacientes submetidos ao longo período de decúbito. Elas podem ser minimizadas por mudanças constantes de decúbito, uso de colchão especial, massoterapia, crioterapia e em estágios mais avançados a laser terapia.

Na função visceral:
a) Alteração no sistema respiratório
. Diminuição do trabalho com consequente perda de força da musculatura da ventilação
. Diminuição de volumes e capacidades pulmonares.
. Estase de muco em áreas mal ventiladas levando a infecções pulmonares
. Atelectasias
. Dificuldade para tossir
. Broncoaspiração

b) Alteração do sistema cardiovascular
· Alterações no volume de distribuição dos fluídos corporais
· Descondicionamento cardíaco
· Hipotensão ortostática
· Trombose venosa profunda (TVP)
· Tromboembolismo pulmonar

c) Alterações no sistema urinário
· Estase da urina
· Cálculo renal
· Infecções
· Bexiga neurogênica
· Incontinência

d) Sistema gastrointestinal
· Perda de apetite
· Incontinência fecal
· Fecaloma
· Constipação e obstrução

"- Tá, então resuma ai por que tenho que fazer mobilização."
- Ok, resumo do resumo:

Mobilização precoce diminui a incidência de tromboembolismo e de trombose venosa profunda além de permitir a melhor oxigenação e nutrição do órgãos internos. A movimentação ativa quando possível, a mobilização passiva, a massoterapia, padrões ventilatórios e uso de incentivadores inspiratórios são as principais formas de prevenir as alterações nos sistemas viscerais.


E ai, gente, ficou mais fácil agora?
Bons estudos!

Escala de Coma de Glasgow

Oi, pessoas!
Estou fazendo um curso online na plataforma AVASUS (depois volto para contar direitinho como funciona e as maravilhas desse espaço) e vi essa explicação em um dos módulos. Achei muito didática então quero compartilhar com vocês. Bora?


A Escala de Coma de Glasgow  foi criada para avaliar a gravidade de pacientes após trauma cranioencefálico.  Usualmente pode ser utilizada como uma referência da avaliação do sensório de um paciente que apresente diminuição da consciência.

ESCALA DE COMA DE GLASGOW
A escala é composta por três partes distintas:
- Abertura ocular
- Resposta verbal
- Resposta motora
Variando de 03 pontos para o paciente que não está responsivo até 15 pontos, considerado o valor normal.


Abertura Ocular

Abertura ocular é divida em 4 possíveis respostas. Se o paciente abrir os olhos espontaneamente ele recebe  4 pontos. Se o paciente abrir os olhos quando for estimulado recebe 3 pontos. Se o paciente abrir os olhos apenas após o estímulo doloroso ele recebe 2 pontos e se ele não abrir os olhos receberá 1 ponto.

Abertura Ocular: Espontânea









Abertura Ocular: Estimulação

Estimulação Ocular: Dor














Estimulação Ocular: Sem Abertura
















Resposta Verbal

Em relação a resposta verbal o paciente pode ser considerado orientado e recebe 5 pontos quando der respostas coerentes as perguntas. O paciente confuso  ganha 4 pontos quando a fala for clara e compreensível, porém exista dificuldades em relação a orientação. Recebe 3 pontos quando a fala for compreensível, porém o conteúdo inadequado. Recebe 2 pontos quando for incompreensível e 1 ponto o paciente que não responder.

Resposta Verbal: Orientado

 Resposta Verbal: Confuso

 Resposta Verbal: Inapropriado

Resposta Verbal: Incompreensível
 Resposta Verbal: Sem Resposta

Resposta Motora
Em relação a resposta motora recebe 6 pontos o paciente que obedece a comandos. 5 pontos o paciente que for capaz de localizar o estimulo doloroso. 4 pontos o paciente que após estimulo doloroso realizar movimento de retirada. 3 pontos o paciente que realizar flexão à dor. 2 pontos o paciente que realizar extensão à dor. 1 ponto o paciente que não responder.
Resposta Motora: Obedece a comando










Resposta Motora: Localiza a dor








Resposta Motora: Retirada pós estímulo doloroso








Resposta Motora: Flexão à dor







Resposta Motora: Extensão à dor








Resposta Motora: Sem resposta









E ai, gostaram? Ficou um pouco mais claro para lembrar? A princípio parece ser muita coisa mesmo, mas com o tempo a gente vai compreendendo o porquê de cada resposta ser como é e se habitua, fica fácil (sério!)
Lembrando que este conteúdo faz parte de um módulo do curso "Acolhimento ao usuário com dor no aparelho locomotor", conteúdo da UFRGS, TeleRS e MS e encontra-se na plataforma AVASUS. 

Bons estudos!

E agora, quanto devo cobrar?

Dúvida cruel.

Quando me formei minha maior dúvida era essa: quanto cobrar por minhas consultas e atendimentos? E se for no interior, vai ser o mesmo? E se for muito acima ou abaixo do que os demais profissionais na minha região?
Como proceder, Brasil?
É, as dúvidas eram muitas, mas calma, vou contar como fiz.
Durante algumas aulas uma professora falou sobre o Referencial Nacional de Procedimentos Fisioterapêuticos e quando estive perdida com relação a isso, busquei o referencial e assim, tive o direcionamento que estava precisando. Vem, vamos ver um pouco sobre isso!


O Referencial Nacional de Procedimentos Fisioterapêuticos (RNPF) foi fixado pela resolução nº 428 de 8 de julho de 2013. Ele é adequado e atualizado (estamos na 3ª edição) pelo COFFITO de acordo com a situação atual da fisioterapia no Brasil.
O RNPF é o valor mínimo que você deve cobrar. Pronto, em resumo, é isso.
O RNPF constitui-se em um instrumento básico para a caracterização do trabalho do FISIOTERAPEUTA no Sistema de Saúde Brasileiro, classificando e hierarquizando os procedimentos fisioterapêuticos, baseados na saúde funcional e, a índices remuneratórios adequados ao exercício ético-deontológico da Fisioterapia brasileira.
Destaco aqui alguns dos artigos que considerei mais relevantes:
Art. 13 – Os valores do referencial de remuneração dos procedimentos Fisioterapêuticos estão expressos em CHF (Coeficiente de Honorários Fisioterapêuticos). Cada CHF vale no mínimo R$0,39, na data da publicação deste.
Art. 14 – Os valores serão cobrados em reais, com reajuste anual, aplicando-se o índice acumulado ao ano do IPC/FIP – Setor Saúde, e/ou outros que o substitua, respondendo as perdas inflacionárias no período.
Art. 15  Os valores poderão ser negociados dentro de uma “banda” de até 20% para menos, considerando as características regionais.
Art. 16 – Os honorários fisioterapêuticos terão acréscimo de 50% nos atendimentos de urgência e emergência realizados no período das 19h às 7h do dia seguinte e 100% em qualquer horário de domingos e feriados, conforme previsto na legislação trabalhista e nos Acordos Coletivos de Trabalho.

Vamos ver alguns exemplos?
Em uma consulta fisioterapêutica, seja hospitalar, ambulatorial ou domiciliar pode ser cobrado, NO MÍNIMO 150 CHF,  o que traduzindo para reais significa R$ 58,50 (150 x 0,39). Esse valor pode cair ainda 20% dependendo das condições regionais, de acordo com o art. 15.

Ficou fácil ou muito fácil? 

Lembre-se: 
- Esse é o mínimo! Você não precisa se prender a esses valores apenas, que ele lhe sirva de base. 
- Na hora de ajustar seus honorários é interessante que você tenha noção dos seus investimentos (Aluguel? Funcionários? Condições locais?), os serviços que você oferece e por fim, a meia de honorários dos seus colegas que atuam por perto (pode chamar de concorrentes, se quiser).
- Há CHF pra tudo lá, pode acreditar, e você precisa está atilado com relação as alterações de valores dentro de uma mesma área de atuação. Por exemplo: o valor cobrado em um atendimento de neurologia muda de acordo do o nível de complexidade de comprometimento do paciente e do local em que será realizado o atendimento. Fique esperto!

Recomendo ainda que leia atentamente a resolução nº 428, vou deixar o link aqui. Agora não tem desculpa, só ler!

Testes Especiais: Cotovelo

Como já sabemos, o cotovelo é uma região intermediária da cadeia do membro superior e é articulação do tipo dobradiça. Além disso, tratra-se de uma articulação estável que contém três articulações em uma única cápsula, são elas: articulação Ulnoumeral e Radioumeral (que permitem os movimentos de flexão e extensão do cotovelo) e pela articulação Radioulnar proximal (que permite a pronação e supinação do antebraço).
Os testes especiais são parte importante do exame físico, uma vez que podem auxiliar no diagnóstico de patologias, confirmando ou excluindo hipóteses (lembrem-se: A clínica é soberana!). Lembrando que eles geralmente são realizados ao final da avaliação, ou seja, depois da identificação, anamnese, inspeção, palpação e goniometria. Se ainda ainda assim, com tudo isso e os testes especiais, não conseguir fechar o diagnóstico do seu paciente, ai você solicita algum exame complementar.
Bom, existem vááários testes para esta região mas, aqui preferir mostrar os mais utilizados. Bora?

Reflexo do bíceps braquial
O que determina: Integridade do reflexo inervado pela raiz nervosa C5
Como avaliar: O antebraço do indivíduo é colocado sobre o antebraço oposto do avaliador, descansando o peso ali. O cotovelo avaliado fica alguns graus em flexão (cerca de 90º). O tendão bicipital deve ser percutido (examinador coloca o polegar sobre o tendão e bate com o martelo neurológico sobre a unha).
O que se espera: Na resposta normal espera-se uma flexão do cotovelo compatível com a resposta do cotovelo oposto. Respostas exacerbadas indicam lesão de neurônio motor superior e resposta diminuída pode referir acometimento de neurônios motores inferiores.

Reflexo do Braquiorradial
O que determina: integridade da raiz nervosa C6
Como avaliar: O membro superior do indivíduo é posicionado como descrito no reflexo do bíceps ai em cima :) Utilizando o lado mais largo do martelo, o examinador golpeia (com calma hein, gente!) o lado radial do antebraço imediatamente acima do processo estiloide, sobre o tendão do braquiorradial.
O que se espera: O reflexo normal induzirá uma resposta de flexão do cotovelo. Se o movimento estiver ausente, deprimido ou exagerado é indicativo de algum acometimento da raiz nervosa C6.

Reflexo do Tríceps 
O que determina: função da raiz nervosa C7
Como avaliar: a posição é semelhante a do Reflexo do bíceps, só que neste caso, o tendão percutido será o do m. tríceps braquial, logo acima do olécrano.
O que se espera: A resposta normal é a extensão do cotovelo. Alterações podem indicar lesão de raiz nervosa C7.

Estresse em Varo
O que determina: estabilidade do ligamento colateral medial (ou ulnar, dá no mesmo)
Como avaliar: O cotovelo avaliado é posto em ligeira flexão com antebraço supinado. O examinador  aplica uma força em valgo ao cotovelo, puxando o antebraço para longe do corpo.
O que se espera: O teste será positivo se o avaliado sentir dor (é gente, o teste é irritativo!) ou se você, avaliador, perceber uma abertura ao longo da parte medial do cotovelo. Depois, deve-se avaliar o outro cotovelo e comparar os resultados obtidos.

Estresse em Valgo
O que determina: estabilidade do ligamento colateral lateral (ou radial)
Como avaliar: A posição é semelhante a do teste de estresse em varo, só que, neste caso, a força aplicada será em varo, realizando adução do antebraço em relação ao braço.
O que se espera: O teste é positivo se resultar em dor ou abertura excessiva da parte lateral do cotovelo.

Sinal de Tínel
O que determina: integridade do nervo ulnar a nível do cotovelo.
Como avaliar: percute-se o nervo ulnar,a região do seu sulco (entre o olécrano e o epicôndilo medial)
O que se espera: Se o avaliado sentir formigamento no antebraço e na mão significa que o teste é positivo para o acometimento do nervo ulnar.

Teste de Cotovelo de Tenista
O que determina: Epicondilite Lateral
Como avaliar: O antebraço em pronação e pedir para o paciente fechar e estender o punho. A seguir, forçar o punho estendido para flexão contra a resistência do avaliador.
O que se espera: Se apresentar dor no epicôndilo lateral (origem comum dos extensores) o teste é positivo e deve-se suspeitar de epicondilite lateral.

Teste de Cotovelo de Golfista
O que determina: Epicondilite Medial
Como avaliar: Paciente estende o cotovelo e supina a mão, em seguida deve flexionar o punho contra resistência imposta pelo avaliador.
O que se espera: Os tendões que flexionam o punho estão no epicôndilo medial e caso a flexão cause dor no epicôndilo em questão deve-se suspeitar de sua inflamação, ou seja, epicondilite.

*Em um outro post falaremos mais sobre estes dois testes para epicondilite ;)


E ai, fácil ou muito fácil?
Lembando que conhecer a anatomia facilita (e muito) na compreensão, execução e interpretação desses e de outros testes. Fiquem espertos!


Referencial bibliográfico
MAGEE, D. J.. Avaliação musculoesquelética. Barueri: Manole, 2005.
PALMER, M. Lynn; EPLER, Márcia E..  Fundamentos das técnicas de avaliação musculoesqueléticas. 2ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.
Meu caderno :) 

Ooooi pessoas!

Primeiramente desculpo-me pelo tempo de abandono da página, as coisas estão bem corridas. Em seguida quero agradecer os comentários e carinho, sério isso motiva muito o lado de cá. E devido a essa motivação gostaria de saber que assuntos preferem ler e o que gostariam de ver aqui na página. Em breve, haverão novidades (não conto para não perder a graça, mas vão gostar, garanto!).

E ai, me diga: o que querem ver aqui?

Associação, Conselho ou Sindicato?

"Que anuidade cara! E o conselho não faz nada sobre nosso piso salarial!"
"Essa associação não serve para nada só faz jornadas!"
"Para que serve mesmo um sindicato, hein?!"


Ooooi pessoas!
Acho que todo mundo já disse alguma essas frases ou ouviu alguém falar. As dúvidas são comuns mas as respostas são bem simples. E é super válido saber as diferenças de cada uma para saber a quem recorrer quando precisa. Então vamos lá!

O conselho regional é o órgão fiscalizador. Sua função é regulamentar, orientar e fiscalizar a atividade profissional. Por que o conselho não faz mais pela profissão? Bom, porque legalmente não pode visto que seria invadir a área de atuação de outras entidades.
As Associações são sociedades de cunho científico, quer dizer, criadas com o objetivo de auxilar profissionais e estudantes no sentido de valorizar seus currículos através da promoção de atividades como cursos, palestras, jornadas, encontros, congressos, simpósios... ou seja, eventos de natureza científica. As associações deve buscara a reciclagem dos conhecimentos tendo como objetivo atualizar -los, o que é muito válido visto que cada vez mais se exige capacitação, qualidade e excelência no que se propõe a fazer, não é mesmo?
Por fim, porém não menos importante, temos o sindicato, esta entidade maravilhosa que tem como objetivo principal a luta pela melhoria das condições de trabalho, da remuneração, das relações entre empresas privadas, públicas e colaboradores, a defesa da classe entre outras atividades. As atribuições especifica dos sindicatos são: verificar jornada ideal de trabalho profissional, piso salarial, acordos anuais, fazendo prevalecer todos os direitos trabalhistas garantidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)

Diferenças e semelhanças:
- Tanto sindicato quanto associação são pessoas jurídicas de direito privado enquanto os conselhos regionais são pessoas jurídicas de direito público;

- Podem em igualdade promover eventos para seus associados, registrados ou filiados;

- Todos os institutos também são capazes de defender os interesses de seus participantes, embora possuam diferentes focos: A associação cuidará ou será a pessoa jurídica que atuará na promoção do bem estar de vida dos trabalhadores, mas apenas dos associados, quanto aos diversos objetivos civis possíveis, tais como clube de recreação, convênios com plano de saúde, etc. Os conselhos protegem os profissionais registrados por meio da fiscalização; e os sindicatos possuem maior atuação, voltada esta para questões referentes  a relação de trabalho.

Ficou fácil? Pois aqui vai um resuminho para fixar bem

Ah, lembrando que é importante que participemos como profissionais das atividades dos três. Nossa colaboração favorece (e muito) o crescimento e fortalecimento da classe. ;)
Agora ficou fácil demais diferenciar né?! Não tem mais confusão!


Referências: Crefito 9, Blog do sindicato e CRBio 8.

Resumo do Sistema Vascular

Olá pessoal, sou amiga e colega de profissão da Yara. Estarei compartilhando com vocês um pouco do universo da fisioterapia Angiovascular. Tenho ciência que, alguns colegas de profissão repudiar (devido a casos de ferida aberta), outros até respeitam (devido a relatos de melhora) e poucos se apaixonam por essa área (confesso que estou no último grupo).  Entre esses apaixonados poucos destinam para o campo da pesquisa na busca pela construção de fundamentação didática, pesquisas de avaliação, intervenção e tratamento de forma preventiva ou de reabilitação. No entanto, são poucos os projetos e pesquisas conclusiva, contribuindo para a ‘ignorância’ por parte de outros profissionais envolvidos nos tratamentos, que já difundiu e engessou um plano de tratamento conservador de longa duração e resultados conclusivos ou relativos. Enfim, restando ao leigo portador a árdua jornada de reabilitação farmacológica e comportamental. Porque, poucos são os que conhece o trabalho da fisioterapia vascular.

Para iniciar, estarei revisando o arcabouço vascular para que fique de melhor compreensão todo o processo de desenvolvimento. Desde de já agradeço a Yara pela oportunidade!


Anatomia do sistema circulatório
O coração e os vasos sanguíneos formam a rede de transporte de nutrientes, oxigênio e substancias através do sangue, por meio das artérias, veias e capilares. Esse sistema de ramificação, que a partir do bombeamento cardíaco faz com que o sangue (alta pressão) seja distribuído para todo o corpo pelas artérias de parede espessa, seguido para os vasos de distribuição final as arteríolas ao qual, entrega o sangue oxigenado pelos capilares formando o leito capilar, onde ocorre as trocas de oxigênio, nutrientes, substancias residuais e outras substancias com o líquido extracelular. O sangue proveniente do leite capilar penetra nas vênulas de parede fina (assemelham aos grandes capilares) que drenam as pequenas veias que se abrem as grandes veias as maiores veias retornam o sangue pouco oxigenado para o coração.

Características Artérias:
Conduz sangue do coração para o corpo;
O sangue flui por meio de artérias de diâmetros menos com diferença na espessura; 
O tamanho é continuum (diferença gradual da morfologia).

Tipos de Artérias:

·        Artérias Elástica ou artérias de condução: Devido a essa propriedade elástica, garanti a capacidade de manter a pressão sanguínea ao sistema arterial.
·        Artérias Musculares ou artérias de distribuição: Essas regulam o fluxo de sangue para as diferentes partes do corpo.
·        Arteríolas: Regulam a PA devido ao grau de tônus do músculo liso nas paredes arteriolares.

Sistema venoso

  Trazem o sangue do leito capilar dos leitos capilares para o coração;
Exceção: as veias pulmonares são atípicas por serem bem oxigenadas, porque conduz sangue oxigenados do pulmão ao coração.
  •   O sistema venoso possui parede de fina espessura;
  •  Apresentam diferentes tamanhos (pequena, média e grande);
  •  Veias menores (vênulas);
  • Veias médias possuem válvulas laminares que permitem que o sangue fluir em direção ao coração, impedindo que ocorra refluxo.
 Fisiologia do sistema venoso:
O sistema venoso é composto pelas veias superficiais, perfurantes e profundas. O sistema venoso profundo (SVP) localiza-se entre a musculatura dos membros inferiores e o sistema venoso superficial (SVS) permitido através das veias perfurantes que as comunicam. O sistema venoso direciona o sangue ao coração através da ação da bomba muscular que impulsiona o sistema venosa periférica (SVP) no sentido cefálico. Com a queda da pressão no SVP, as válvulas fecham prevenindo o fluxo retrógado e aumento da pressão no SVS. Com o relaxamento da musculatura ocorre um esvaziamento do SVP e consequentemente uma diminuição abrupta da pressão, promovendo abertura de válvulas que direcionam o fluxo do SVS e SVP.
  
 Sistema linfático
Rede de vasos linfático que transportam líquido tecidual excedente, a linfa. Pertence tanto ao sistema circulatório quanto ao cardiovascular, possui órgão linfático, o baço.
  • ·   Constitui esse sistema:

Plexos linfáticos: rede de vasos linfáticos muitos pequenos (capilares linfáticos). Originam nos espaços intracelulares na maioria dos tecidos;
Linfático: rede corporal de vasos linfáticos, originam nos plexos linfáticos.
Linfonodos: através do qual a linfa passa no seu caminho para o sistema venoso.
  Agregados de tecido de linfoides na parede do canal alimentam o baço e timo.
 Linfócitos circulantes formado no tecido linfoide (linfonodos e baço, e no tecido mielóide na medula óssea vermelha).
  • Vasos linfáticos superficiais: Estão na pele e tecido subcutâneo;
  • Vasos linfáticos profundos: Encontra-se entre o músculo e o tecido subcutâneo.

Função:
  • ·    Drenagem do liquido tecidual;
  • ·    Transporta a linfa para o sistema venoso;
  • ·    Absorção e transporte de gordura;
  • ·    Formação de um mecanismo de defesa.
  

 Referência Bibliográfica:

Keitb L. Moore, et al. Anatomia orientada para a clínica, 4ºed, editora Guanabara.
Aldumate, et al. Úlcera venosa em membros inferiores. Revista Med. (SP), 2010 jul-dez; 89 (3/4): 158-63.
IRWIN, Scot, TECKLIN, Jan Stephen. Fisioterapia cardiopulmonar. 3 ed. São Paulo. Manole, 2003; 620p.
Maffei, Francisco H. de A. – Lastória, Sidnei – Yoshida, Winston B, - Rollo, Hamilton A, et al. Doenças Vasculares periféricas, 2008. Editora Guanabara, 4 ed.
Ferreira, Maria do Socorro. Fisioterapia nas doenças vasculares periféricas, 2003.Editora persona.

Diferenças entre pós graduação, Curso de formação, Especialização, MBA, Mestrado e Doutorado

Oi pessoooas!

Enfim terminei minha tão sonhada graduação em fisioterapia. Já chorei, comemorei, descansei (como é bom dormir sem hora para acordar *-*) mas agora preciso me capacitar. O chamado da vida de gente grande começou (de novo). Mas e ai, o que fazer? Eu ainda não sei bem que área seguir, então decidi fazer cursos buscando me encontrar em meio as  possibilidades.  E são tantas! Vejo tantas pós graduações, especializações, cursos de formação e percebo que não sei a diferença entre eles. Tem diferença mesmo? Qual o melhor? E agoooora?
Então vamos lá, pesquisei bastante e espero que fiquem claras para você as diferenças entre essas modalidades. A primeira coisa que precisamos saber é que pós graduação é qualquer curso que você faz depooois que termina a faculdade, ou seja, nem adianta começar no 7º ou 8º período, para ser pós tem que ser após, né?! 
Dentro do conceito de pós graduação entram os cursos de especialização (também chamada de pós graduação lato sensu), mestrado e doutorado (ambas do tipo stricto sensu). Para ficar ainda mais claro, pense assim: lato sensu busca o aperfeiçoamento e especialização em uma determinada área, direciona um conhecimento obtido durante a graduação e limita-se a ela. São cursos mais curtos, práticos e focados, com duração média de um ano e meio. E os cursos do tipo stricto sensu são mais longos e levam à um grau acadêmico dentro dos dois ciclos (mestrado e doutorado), ideais para quem quer prolongar o aprendizado, se tornar professor universitário ou pesquisador.

Já o MBA (Master Business Administration) é um curso na área de gestão empresarial que pode ser um tipo de especialização (ou seja, uma pós graduação lato sensu, pra não esquecer) ou só um curso de aperfeiçoamento, por isso fique esperto na duração do curso. Se for uma especialização tem que durar pelo menos 360 horas e atender alguns requisitos do MEC. Ah e por falar nisso, nem todo mundo pode oferecer um curso de especialização, apenas IES já credenciadas e qualificadas dentro da área que se propõe. Outra coisa, o MBA não é um mestrado nem pode ser. Você tem interesse em desempenhar funções de coordenação ou direção na sua carreira? Então, o MBA é a modalidade certa para você! ;)

E a formação de extensão ou curso livre?

Segundo o pessoal da BandTec, esse tipo de curso é voltado para a complementação do currículo de um profissional e mesmo sendo bastante importantes e valorizados no momento de seleção e contratação de profissionais pelo mercado de trabalho, eles não dão título ao profissional. A formação de extensão não submete seus alunos a um processo de certificação, não tem níveis de aprovação, etc., mas permitem que o profissional se qualifique e adquira algumas competências. São cursos mais indicados para profissionais que buscam complementar sua formação curricular e querem adquirir novas habilidades para o mercado.


Dois tipos de mestrado. OI?

Temos o Mestrado acadêmico e o profissionalizante. O acadêmico é mais teórico, aconselhado para quem pretende lecionar, e o profissionalizante, mais prático e voltado para o mercado de trabalho. A área de estudos e o tipo de Mestrado, pode durar entre um a três anos, em regime de tempo inteiro ou tempo parcial, e exigir a apresentação final de uma dissertação.
Mestrado serve não tanto para aprofundar conhecimentos em uma área, mas para dar continuidade e prolongar o estudo já iniciado na Graduação. 

Doutorado
Depois do mestrado vem o doutorado, que é um nível mais aprofundado de estudo, o Doutorado é o passo seguinte no seu conhecimento dentro do seu campo de estudos. Durante o também denominado PhD, (Doctor of Philosophy), você consolida e intensifica um aprendizado, tornando-se um pesquisador. A duração é de três a quatro anos, mas pode ser mais longa caso você opte por estudar em tempo parcial. Durante uma boa parte do curso, você terá de dedicar-se a uma pesquisa extensiva em uma matéria da sua escolha, que culmina em uma tese, com defesa oral obrigatória no final do Doutorado.


Duração
Como dito anteriormente, uma pós lato sensu deve durar cerca de 360h e as stricto sensu têm duração variada mas a maioria é de 18 à 24 meses para mestrado e de 24 a 42 meses para o doutorado.

Para fechar, encontrei esses quadros no Guia do Estudante, achei um belo resumo.



  
Legenda:


Parece muita coisa, mas não é. Espero que tenha ficado claro. Agora é só escolher o que melhor se adequa a você.
Se o assunto interessou, não deixe de visitar as referências bibliográficas, aqui embaixo.  


Referências Bibliofráficas: