Estratégia de Saúde da Família (ESF)


          Este é o nome do antigo Programa de Saúde da Família (PSF). Esta estratégia prioriza a organização da atenção básica de acordo com os preceitos do SUS, possibilitando assim a organização do sistema municipal de saúde, além de fortalecer a atenção através do acesso.

          A ESF conta como princípios a delimitação da clientela, territorialização, diagnóstico de saúde da população e planejamento baseado da realidade local. Como funciona: Primeiro será delimitado o território de atuação, depois esta área será mapeada. Feito o mapeamento, as famílias e indivíduos serão cadastrados, assim a análise da situação da saúde ali será facilitada. Por fim, de acordo com os dados obtidos serão programadas e executadas atividades de intervenção de acordo com os critérios de risco a saúde.

          O trabalho na ESF é realizado de forma interdisciplinar e totalmente integrada onde os profissionais trabalham juntos e todos os saberes são valorizados o que contribui para a criação de vínculos de confiança. Além do atendimento interdisciplinar, está estratégia conta ainda com a intersetorialidade, o que significa que o setor da saúde estará atuando em associação com outros projetos sociais, visando a promoção da saúde de acordo com as necessidades do indivíduo ou da família. Por fim a participação na dinâmica social é essencial, pois a ESF estará fortemente interligada a comunidade.

          Sabendo que a ESF conta com a interdisciplinaridade, é bem óbvio que é organizado em equipes. A equipe básica conta com Médico, Enfermeiro, Técnicos de Enfermagem, Cirurgião-Dentista, Técnico de Higiene Bucal e Agentes Comunitários. A quantidade de profissionais em casa Unidade de Saúde será diretamente proporcional a população do território. Máximo de 4.000 habitantes por equipe de acordo com a antiga portaria e 3.000 hab./equipe de acordo com a nova portaria.

Referências Bibliográficas:
BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Caderno de Atenção Básica. Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília, 2009. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_atencao_basica_diretrizes_nasf.pdfAcessado em 19 de fevereiro de 2014.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. Clínica ampliada e compartilhada / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. – Brasília: Ministério da Saúde, 2009.

Dicionário Fundação Oswaldo Cruz. Disponível em: http://www.epsjv.fiocruz.br/dicionario/verbetes/atesau.html Acessado em 18 de fevereiro de 2014.


STARFIELD, B. Atenção Primária: Equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologias. Brasília: UNESCO/Ministério da Saúde, 2002.

SUS já vacinou mais de 50% da meta contra HPV em três semanas


Mais de 2,4 milhões de meninas já foram vacinadas contra o HPV em todo o País, nas três primeiras semanas da campanha, segundo balanço divulgado segunda-feira (31/03) pelo Ministério da Saúde. O número representa 58% da meta do MS, que é vacinar 80% do público-alvo, ou 4,1 milhões de meninas de 11 a 13 anos. A vacina utilizada no Brasil é segura e recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).


O ministro da Saúde, Arthur Chioro, considera positiva a cobertura nas primeiras semanas de implantação da vacina na rede pública. “Isso prova que a população está consciente sobre a importância desta vacina na proteção contra o câncer do colo do útero. Com a continuidade da mobilização nos estados, acredito que atingiremos a meta de vacinar 4,1 milhões de meninas", afirmou.

Os estados com maior adesão, até o momento, são: Santa Catarina com 85% (106 mil meninas vacinadas), São Paulo 80% (643 mil), Rio Grande do Sul 73% (151 mil), Espírito Santo 73% (53 mil) e Tocantins 73% (25 mil).

O Ministério da Saúde recomenda que a primeira dose (de um total de três) seja aplicada nas escolas públicas e privadas que aderiram à estratégia iniciada no dia 10 de março. A vacina também está disponível nos 36 mil postos da rede pública de saúde durante todo o ano. A segunda dose será aplicada com intervalo de seis meses e a terceira, de reforço, cinco anos após a primeira dose.

Usada como estratégia de saúde pública em 51 países, a vacina utilizada no Brasil é recomendada pela OMS e tem eficácia de 98% contra quatro subtipos (6, 11, 16 e 18) do vírus HPV. O Comitê Consultivo Mundial sobre Segurança das Vacinas, responsável por prestar assessoramento científico à OMS, atestou novamente a segurança da vacina contra o HPV, durante reunião realizada dia 12 de março.

Desde o lançamento da vacina contra o HPV, em 2006, mais de 170 milhões de doses foram aplicadas no mundo. Diversos estudos que monitoraram durante anos, milhares de pessoas vacinadas na Austrália, Europa e América do Norte, excluíram a ocorrência de eventos adversos graves ou permanentes.

Proteção - A vacinação é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher deve adotar para a prevenção do HPV e do câncer do colo do útero. Ela não substitui o exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais. O Ministério da Saúde orienta que mulheres na faixa etária dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolaou, a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos negativos.

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) prevê o surgimento de 15 mil novos casos em 2014 e cerca de 4,8 mil óbitos em decorrência da doença. 

Fonte: INCA (Portal da Saúde/MS)

Avaliação: Comprimento de Membros Inferiores

Medida Aparente
Para avaliar se há discrepância de membros inferiores temos duas medidas: A medida real e a medida aparente.
A medida real é feita com a fita métrica da EIAS ao maléolo medial do membro. Já a aparente é da cicatriz umbilical aos maléolos. Em qualquer uma das medidas o paciente deve está deitado em decúbito dorsal (preferida) ou em pé.
Medida Real
Mas não se engane, apesar do nome, a medida aparente é mais confiável que a medida real, visto que possui um ponto fixo, o que diminui, a margem de erro da medição.





"Felicidade é nada mais que boa saúde e memória ruim." 
Albert Schweitzer
"O segredo da saúde,mental e corporal,está em não se lamentar pelo passado,não se preocupar com o futuro,nem se adiantar aos problemas,mas,viver sabia e seriamente o presente."
Buda
"Em geral, nove décimos da nossa felicidade baseiam-se exclusivamente na saúde. Com ela, tudo se transforma em fonte de prazer."
Arthur Schopenhauer
"O maior erro que um homem pode cometer é sacrificar a sua saúde a qualquer outra vantagem."
Arthur Schopenhauer

Anamnese




A anamnese é uma das partes mais importante (senão a mais importante) de uma avaliação fisioterápica. Ela vem depois da identificação do paciente e antes do exame físico. A anamnese é composta por: Queixa Principal (QP), História da Doença Atual (HDA), Antecedentes Patológicos (AP), Antecedentes Familiares (AF) e Hábitos de Vida (HV). É aqui que vamos iniciar nossa investigação, buscando a causa da queixa e o diagnóstico cinético funcional, para assim, iniciarmos o nosso tratamento.

A queixa principal é o motivo que levou o paciente a te procurar. Ela deve ser posta, de forma sucinta e se possível, com as palavras do paciente.

Ex.: “Dor no ombro”; “Não consigo andar direito”; “Não levanto meu braço”.

*Obs.: Sabemos que nosso paciente é na maioria das vezes leigo quanto aos termos médicos. É bem raro que ele diga “Estou com dor na escápula”.  Se ele disser “dor na omoplata” ainda vai, agora se for “dor na pá” você pode corrigir, isto é, não precisa transcrever dessa forma, afinal nem todos sabem interpretar certos termos.

Na HDA, como o próprio nome já diz, você vai contar uma história. Por isso mesmo precisa ter princípio, meio e fim. Tem que ser bem escrita e ter sequencia lógica, devendo responder a estas perguntinhas: Onde, quando e como começou? (correlacionar com o local lesionado, pedindo pro paciente apontar onde é), o que fez? O que faz que melhora? O que faz que piora? Como está atualmente?

Exemplo:

Paciente V.S.D., 32 anos

Q.P.: Dor no tornozelo
HDA: Paciente relata que em 28 de janeiro de 2014 sofreu uma queda ao descer de uma escada, na qual torceu seu tornozelo direito (realizou uma inversão). No momento sentiu muita dor e não conseguia realizar descarga de peso no pé direito. Imediatamente colocou gelo sobre o local dolorido (região externa, abaixo do maléolo lateral) e permaneceu em repouso com o tornozelo elevado. Atualmente ainda sente dores, que piora ao realizar tentar apoiar o pé no chão e melhora com o repouso.

Os Antecedentes Patológicos referem-se a(s) doença(s) pregressa(s) que o paciente teve e que pode(m) estar relacionada(s) ao quadro atual. Lembre-se: deve está ligada a doença. Por exemplo, se o paciente teve catapora, nada tem a ver com o tornozelo torcido dele... Fiquem atentos! Ah, pode ainda ser uma patologia que possa influenciar no seu tratamento. Ex.: Pacientes com hipertensão sugerem maior atenção em atividades intensas.

Antecedentes Familiares: Aqui nós associamos alguma patologia que haja na família do nosso paciente com a patologia que ele apresenta.


Hábitos de Vida: Aqui investigamos se o nosso paciente é tabagista, etilista, sedentário, atletas, se faz uso de medicamentos (se sim, quais).




A anamnese deve ser bem conduzida e elabora pois ela nos guiará no exame físico, no diagnóstico e no plano de tratamento do nosso paciente. Ela é responsável por 85% dos diagnósticos, portanto, fiquem espertos!